Nem tudo o que não é ilegal não é imoral



Em uma mesma semana, dois casos nos bastidores mostraram claramente a dificuldade de se estabelecer um limite moral no mundo do nosso futebol. Reportagem de Gabriela Moreira na ESPN Brasil revelou que a Unimed paga salários não só para jogadores como para atores políticos do clube. Em um caso especíifico, ao vice de futebol do clube Sandro Lima.
Dentro das Laranjeiras e da Unimed dirigentes não enxergaram nenhum tipo de conflito de interesse. Mas o vice de futebol pediu demissão e uma crise de bastidores se instalou no clube.

Dias depois a coluna de Lauro Jardim no site da Revista “Veja”revelou que o procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) Paulo Schmitt viajou a Boston para assistir ao amistoso da Seleção Brasileira contra Portugal com todas as despesas pagas pela CBF. O STJD é um órgão independente da CBF e tem atribuição de julgar atletas, clubes e… a CBF. Nem Paulo Schmitt nem Flavio Zveiter, presidente do STJD enxergam confilito de interesses no caso.

O que ocorreu no Flu e o que ocorreu na CBF/STJD de fato não é ilegal. Mas é impossível não enxergar ruído nestas relações.

O problema é que o futebol brasileiro é fechado em si mesmo, como se fosse um clube em que o que acontece lá dentro é problema apenas de seus membros e não é necessário satisfação a ninguém. Não é assim que funciona. Felizmente para a maioria. Infelizmente para poucos.



  • João Souza

    O Brasileirão de pontos corridos é o melhor campeonato do mundo. Praticamente todos os jogos em cada rodada são como se fosse uma final de campeonato. Vejo o jogo do meu time e fico atento aos lances e gols dos outros jogos.
    Campeonato mata-mata já perdeu a graça há muito tempo para mim. Só copa do Mundo e a Champions League é que me faz interessar por este tipo de campeonato. Copa do Brasil por exemplo há muito tempo deixou de ser interessante, ainda mais agora durante o Brasileirão.

  • Longo, tedioso e previsível

    A ânsia de salvar a imagem do Campeonato Brasileiro de futebol chega a níveis divertidos. Já inventaram de tudo, até que sua fórmula de disputa foi engendrada para se adequar ao Estatuto do Torcedor. Logo surgirá alguém criticando o imponderável no esporte e defendendo os “valores morais do favoritismo”.
    Nunca deixarei de repetir que a partilha desigual de verbas transforma o sistema de pontos corridos em teatro de manipulação para a TV Globo e seus patrocinadores. Não há a menor sombra de justiça ou de mérito no arranjo, e sequer a preocupação de forjá-los. Se, por um milagre qualquer, todos os clubes passassem a desfrutar da mesma dinheirama dos mais bem pagos, os pontos corridos seriam abandonados na primeira reunião da cartolagem. E por pressão da Globo.
    Dizem que as torcidas apóiam o ardil, tanto que continuam a frequentar os estádios. Bobagem. O público médio nos jogos é sofrível, especialmente se levarmos em conta as estatísticas sobre os apoiadores dos times mais populares. Ademais, a maioria dos espectadores é formada por associados de planos de fidelidade, ou seja, tende a acompanhar os jogos em qualquer circunstância, independente da fórmula da disputa.
    A apologia desvairada do Brasileirinho quer esconder o fato de que não existe emoção possível num campeonato com esses moldes. Oito meses, somando trinta e oito rodadas, para que os mesmos times privilegiados ocupem as melhores posições finais? Alguns “clássicos” mornos e umas “surpresas” esparsas (quando a arbitragem permite) compensam quase um ano de lucubrações bocejantes sobre elencos meia-bocas e seus atletas obscuros?
    Não, não compensam. O futebol brasileiro é chato, bobo, medíocre. E imoral.

    http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2012/06/carta-juca-kfouri.html

  • Carlos

    Roberto você é um imbecil.

  • mauro

    Alguns comentários aqui citam o quanto a imprensa atualmente, sabe-se lá porque motivos, dá um espaço gigantesco para qualquer vitória do Corinthians e quase não se manifesta em caso de derrota do clube de Itaquera. O que leva a isso? Quais os interesses?
    Em qualquer clube, uma derrota é sinal de “crise”. De tsunami! De decadência e coisa e tal, mas se o clube alvinegro paulistano perde, é só um acaso, um deslize na campanha majestosa e irretocavel do campeão do mundo!
    Convoco aqui um boicote a programas como o daquele ex-jogador de futebol, por exemplo que torce descaradamente para o Corinthians, chegando a dedicar mais de 60% do espaço para falar sómente do time itaquerense.
    Torcedores de futebol, criem vergonha na cara e boicotem até que a imprensa seja mais isenta e se limite a comentar todos os clubes com a mesma importancia e isenção!

  • mauro

    Muito oportuna a coluna, pois esse tema da “moral”, no esporte é algo tão antigo quanto moral na politica brasileira.
    Desde o doping ( maioria das vezes não constatado), nos esportes “amadores”, no mundo inteiro, até a questão do suposto aliciamento de jogadores por clubes de futebol. Ninguem tem moral e credibilidade para acusar ninguem, pois está provado e comprovado que quandos interesses politicos e economicos adentram pelas portas de clubes , federaçoes e confederaçoes, é cada um por si , Deus por todos e o capeta para a maioria.
    A maioria de dirigentes seja de clubes ou entidades ligadas ao esporte está sómente preocupada com as benesses que o cargo lhes oferece e só se manifesta por algo quando seu cargo ou interesses estão em risco, sem se importar com o velho ditado do: MACACO OLHA SEU RABO E ESQUEÇA O DO VIZINHO!

  • piotr

    E no caso Tironi. Qual e a solução para esta pratica maquiavélica?

  • Roberto

    Esse Zveiter é aquele que roubou pro Corinthians. Aliás, quem não rouba a favor do Corinthians? Eita timinho ladrão.

  • Renato Rasiko

    O problema não é o futebol brasileiro, Tironi, mas o país como um todo onde essas práticas já se tornaram corriqueiras e corremos o enorme risco de se tornarem banais, assimiláveis e, por fim, a ceitas como “normais”.

  • Cezar Augusto

    É o triste caso do nefasto mundo da imoralidade que se alarga em muitos campos, inclusive em programas esportivos de televisão, que literalmente escondem a derrota de seus clubes queridinhos. Hoje, por exemplo, em determinado programa, a derrota do Corinthians foi “negligenciada” pelo foco cético em alguns clubes do Rio. Moralidade já! Em tudo!

  • Mario

    não entendo por que o Celso Barros não toma posse do Flu , ele é quem manda.

    o STJD é ridiculo , não tem nenhuma credibilidade igual a CBF.

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