Declarações de Isinbayeva escancaram como o mundo do esporte é reacionário



Pela maneira como como apaixona e influencia comportamentos, o esporte poderia ser uma grande ferramenta de transformação da sociedade. Poderia ajudar o mundo a ser mais tolerante, democrático e, quem sabe, honesto.

Mas os exemplos que entidades e atletas insistem em dar vão exatamente na direção contrária. A última veio da supercampeã do salto com vara Yelena Isinbayeva. Na melhor das hipóteses ela se atrapalhou toda em entrevistas e acabou por defender a preconceituosa legislação anti-gay aprovada recentemente na Rússia, sua terra natal. Disse ela que em seu país existem “pessoas normais” e que “homens se relacionam com mulheres”.

A declaração foi motivada pela atitude da atleta do salto em altura da Suécia Emma Green-Tregaro, que pintou suas unhas com as cores do arco-íris para defender a causa gay. A Iaaf (Associação Internacional de Federações de Atletismo, em inglês) entrou em ação e sugeriu que ela mudasse as cores do esmalte.

Se lamentavelmente não se respeita a liberdade no esporte, malandragens em geral são toleradas e até elogiadas, tais como a falta cavada no futebol ou o cartão amarelo tomado de propósito, vide Valdivia e Paulinho recentemente.

Já corrupção é assunto proibido dentro de campos, quadras ou piscinas. Quantos atletas que você conhece já levantaram a voz contra a malfeitos de entidades esportivas?

O esporte e feito essencialmente por jovens. Infelizmente, a força transformadora que pessoas desta faixa etária mostram em outras áreas não aparece no campo esportivo.



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