A boa excursão do São Paulo que virou mico



Não poderia ter chegado em pior hora a excursão que o São Paulo vai fazer para enfrentar alguns dos times mais poderosos da Europa e, na seqüência, encarar a disputa de uma taça no Japão. O time já está na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro e estará certamente em situação pior quando acabar o passeio.

Esta é uma forma de ver a questão. A outra é assim: o São Paulo embarcou para a Europa para encarar jogos contra Bayern de Munique e depois Milan ou Manchester City. O tour europeu segue com um amistoso contra o Benfica e termina com a disputa da Copa Suruga no Japão. É uma forma interessante de ter a marca exposta no principal centro do futebol mundial e de medir forças com algumas das maiores potências do planeta. Afinal, tirando o Atlético Mineiro, que outro clube brasileiro terá chance de encarar o Bayern, campeão europeu, agora sob comando do badaladíssimo Guardiola?

Entre uma e outra análise está a questão central: o nosso ridículo calendário, que obriga os principais clubes a gastarem tempo e energia em estaduais sem relevância para depois fazer um Brasileiro (este sim importante) espremido em pouco mais de meio ano. Para fazer a excursão, o São Paulo teve de pedir permissão para a CBF, que topou adiantar alguns jogos do clube.

Evidentemente não deveria ser assim. Neste momento, o calendário mundial do futebol está em pré-temporada e não no meio, como o nosso. Assim, os clubes podem fazer excursões lucrativas do ponto de vista financeiro e de marketing.

Por mais bizarro que possa ser, a excursão tricolor ficou com cara de incompetência da diretoria, quando na verdade é exatamente o contrario. O clube conseguiu uma brecha para atuar com os principais clubes do mundo. A má fase e o calendário condenam uma iniciativa que deveria ser elogiada.

A diretoria do São Paulo pode e deve ser criticada por uma série de atitudes. Não por esta.



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