Quem consegue decifrar este jogador?



Dias antes de a bola rolar, a pressão sobre ele era enorme. Sem outros protagonistas do time em campo, não havia outra saída: ele tinha que tomar conta do jogo decisivo e garantir uma improvável classificação.

Depois do jogo, ouviu-se isso da boca do líder e maior símbolo da equipe: – Ele jogou pra car…

Ao mesmo tempo, eu recebia um torpedo animado de um amigo (que torcia contra o time que havia, afinal, se classificado). – Ele bem é ótimo para o Brasil!

Ainda ao mesmo tempo apareciam comentários nas mídias sociais diminuindo sua atuação. – Não jogou nada. Osvaldo foi quem decidiu. – Se isso é tudo o que ele pode fazer, custou uma fortuna.

A esta altura você já deve saber que o personagem em questão é Ganso, o indecifrável camisa oito do São Paulo.

Passados seis meses de sua conturbada e badalada contratação, ninguém sabe o que esperar de Ganso. Ou melhor: se espera sempre o melhor Ganso possível, presente em uma temporada da carreira, quando ainda atuava pelo Santos. Menos do que isso, é um fracasso. E esta exigência é muito injusta com o meia tricolor.

Contra o Atlético Mineiro, ele não errou passes, se movimentou o quanto seu físico frágil permitiu e fez o lançamento decisivo e milimétrico para o segundo gol do São Paulo, aquele que garantiu a classificação para as oitavas-de-final da Libertadores. Se Jadson (que não estava em campo) tivesse produzido o que Ganso produziu seria alçado a peça indispensável do time e com obrigação de ser chamado para a Seleção. 

Mas de Ganso exige-se sempre mais. Pelo preço que custou, pelo salário que ganha. Mas também por sermos órfãos de um tipo de jogador que não existe mais.  Ganso não tem culpa disso.



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