Técnicos valem o quanto pesam?



Tanto quanto a demissão de Dorival Júnior, o salário de R$ 750 mil que o Flamengo lhe pagava assustou. E colocou luz a uma questão relevante deixada de lado ultimamente, no meio da montanha de dinheiro que os clubes faturam: será que os treinadores brasileiros valem a bolada que estão recebendo?

Dorival Júnior tem alguns trabalhos muito bons na carreira, sobretudo no Santos e Vasco. E algumas outras passagens de menor destaque. E recebia um dos maiores salários do futebol brasileiro. Outros pesos-pesdos são Abel (Fluminense), Luxemburgo (Grêmio), Muricy (Santos) e Tite (Corinthians) .

Apesar das conquistas inquestionáveis da turma aí de cima, qual a grande contribuição que cada um deles trouxe para o futebol brasileiro? Que novidade tática, que método de treinamento surgiu da cabeça destes treinadores?

É compreensível que o Bayern de Munique pague uma nota preta para ter na beira do campo Pep Guardiola. Afinal, foi o treinador que lustrou como nenhum outro o toque de bola hipnotizante e arrasador que virou a marca registrada do Barcelona. Estamos falando do sujeito que forjou o que de melhor apareceu o futebol mundial nos últimos trinta anos. Aí, tem sentido.

O mesmo Flamengo que pagaria uma baba a Dorival Júnior foi campeão brasileiro em 2009 com Andrade no banco. O salário que o ex-volante campeão do mundo recebia na ocasião, não conseguiria nem iniciar uma conversa com qualquer treinador brasileiro de time grande.

O movimento feito pela diretoria do Rubro-Negro de dispensar um técnico que passaria a liderar o ranking dos mais bem pagos do Brasil é interessante. Mesmo que a medida tenha sido tomada por um problema financeiro momentâneo, ao menos indica uma nova forma de se medir o real valor dos homens à beira do campo.



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