1o gol do Galo seria anulado numa pelada



Um jogador de alguma forma distrai o goleiro adversário pedindo água, é atendido e aproveita o momento para criar uma jogada (totalmente lícita, diga-se) e fazer o gol. O que aconteceu no Estádio Independência quarta-feira nunca seria validado se tivesse acontecido na pelada que você, leitor, joga toda semana.

O jogo poderia acabar em briga. Ou a turma do deixa-disso entraria em ação, daria bola ao ar e o jogo prosseguiria. Com direito a cervejinha, churrasco e abraços depois do jogo.

Qual a diferença entre o que aconteceu no Independêndia e o que teria acontecido na sua pelada? O jogo da Libertadores está balizado pela Lei. A pelada com seus amigos está balizada pela moral.

Na Libertadores estão em campo 22 caras que fazem do futebol sua profissão. A vitória ou a derrota tem enorme valor. No seu futebol, o máximo que você está fazendo é fingir que é craque uma vez por semana.

Não há nada de ilegal no lance do primeiro gol do Galo. E, considerando que Ronaldinho Gaúcho utilizou de malandragem, o fez com maestria. Fazer tudo o que for possível para ludibriar o adversário dentro da Lei é quase que uma questão de sobrevivência no futebol profissional.

Na pelada, Neymar teria vida curta se cavasse faltas como faz profissionalmente. Porque a pelada não abre espaço para malandros nem juvenis. Ali é o jogo jogado. A moral (este valor que está acima da Lei) é o que vale.



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