O país da Copa e o país da danceteria Kiss



Desde o dia em que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa de 2014 e olimpíada de 2016, o discurso de políticos e cartolas é um só: “Vamos mostrar ao mundo que podemos organizar eventos grandiosos como estes”.

E a partir disso gastamos o dinheiro que for necessário para mostrar lá fora do que somos capazes.

O problema é que esquecemos que além do Brasil-exportação temos o nosso Brasil do dia-a-dia. Das mazelas, do jeitinho, da impunidade, das muitas leis e da nenhuma eficácia… o Brasil escancarado na tragédia de Santa Maria.

A sexta, quinta (sei lá), economia do planeta pretende mostrar que consegue fazer uma Copa, dois anos depois uma olimpíada. Mas não consegue esconder que é incapaz de fazer uma casa noturna cheia de jovens ter um sistema de emergência eficiente. Nem consegue impedir que um local funcione sem alvará.

Emblemático que mais de 200 jovens morram queimados ou asfixiados faltando 500 dias para a Copa do Mundo. Revela a presença de dois países em um só: o que vai mostrar ao planeta que está pronto para entrar no grupo dos mais ricos e, ao mesmo tempo o outro que só consegue chorar pelos seus jovens mortos. O primeiro Brasil vai satisfazer o mundo lá fora. Só nós brasileiros sabemos a dor de viver no segundo Brasil.



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