O absurdo da torcida única no novo Mineirão



A inauguração já foi estranha: sem jogo, com camisas de clubes proibidas na torcida, mas com show do Jota Quest. Agora, a primeira partida de futebol no Mineirão reformado para a Copa terá torcida única. Será dia 3 de fevereiro no clássico Cruzeiro x Atlético-MG pelo Campeonato Mineiro. Só cruzeirenses no estádio. Lamentável.

Se alguma coisa justifica a dinheirama que está sendo gasta nos estádios da Copa do Mundo é que teremos estádios modernos depois de 2014. Estádios novos, torcedores tratados como consumidores e voltando às arquibancadas, formando um círculo virtuoso. Uma nova era no futebol brasileiro começará! Começaria, porque a corrente será quebrada já na primeira oportunidade de se mostrar um novo modo de pensar e gerir o negócio.

A justificativa da torcida do Cruzeiro é a de que o Atlético-MG, quando mandar seus jogos no Independência, também terá torcida única. Assim, contragolpeou na mesma moeda.

Uma situação dessas vai além da rivalidade entre os clubes. É assunto para a Federação Mineira de Futebol e a CBF intervirem. E cobrarem do Estado segurança para os torcedores. Está em jogo uma mudança nos hábitos do torcedor brasileiro.

Famosos por embates violentos entre as torcidas de Atlético-MG e Cruzeiro, Minas perde uma chance enorme de acenar para o país que os novos estádios trarão de fato a paz. Quando se proibe duas torcidas de conviverem, é sinal de que a casca está bonita, mas a estrutura segue podre por dentro.



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