Libertadores x Estaduais



A conversa na virada de ano sobre futebol estava animada, a ponto de um participante decretar: “a Libertadores é muito pior do que os estaduais.” Os argumentos eram pertinentes: o mais importante campeonato sul-americano é uma mistura de várias coisas, entre elas uma tentativa de se jogar futebol, muitas vezes inibida por violência, intimidação, roubalheira e condições mínimas para se praticar esporte.

Não dá para dar valor a um campeonato em que policiais são obrigados a proteger jogadores com escudos para evitar um bombardeio de tudo o que é objeto vindo da arquibancada, dizia o sujeito, ótimo nos seus argumentos.

Alguma coisa está muito errada quando alguém inteligente, que acompanha e adora futebol, defende que o campeonato mais importante do continente é pior do que um estadual sem graça, sem prestígio, sem nada. E o problema começa com um calendário insano, que obriga por exemplo, o São Paulo a ter menos de um mês de férias porque terá já em janeiro compromisso pela Libertadores.

A revolta do sujeito da minha conversa contra a Libertadores não é compactuada pelos dirigentes dos clubes brasileiros que disputarão o torneio em 2013. Todos já decretaram a competição como prioridade para o ano. Os estaduais serão jogados com reservas, times mistos, etc… A não ser que haja pressão por parte da TV, que paga (caro) pelos campeonatos e não vai querer ver seu produto esculhambado. Está no seu papel de detentora dos direitos.

Todo mundo sabe o fascínio que a Libertadores desperta em clubes, torcedores e jogadores. Um campeonato como este, não poderia ser comparado a nenhum outro em nenhum aspecto. Ainda mais com um ridículo estadual. Deveria ser o campeonato principal, mais importante e ponto. Quando alguém coloca isso em dúvida com argumentos pertinentes, percebemos claramente o que cartolas fazem com sua principal joia.



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