Quanto vai durar a febre Corinthians?



Campeão da Libertadores, campeão do mundo, estádio de Copa do Mundo prestes a ficar pronto, torcida fiel até a medula, arrecadação monstruosa para os padrões brasileiros: o Corinthians tem os ingredientes necessários para iniciar sua hegemonia no futebol nacional e se tornar o clube mais importante do país por longos anos.

De tudo o que foi escrito acima, apenas um dos pontos não se pode garantir, embora seja o que muita gente aposta e que o torcedor corintiano mais deseja: a hegemonia do futebol brasileiro por longos anos.

A razão é a mesma que transformou a hegemonia de outros clubes brasileiros em algo muito mais curto do que se imaginava. É que no Brasil a gestão de clubes é obra muito mais de pessoas do que de processos. Alguns passos errados dados e o que foi construído terá menos potencial do que se espera.

Os exemplos estão aí para serem revistos: o Flamengo na década de 80, o Palmeiras da parceria com a Parmalat, o Internacional supercampeão campeão de 2006 também. Mas ninguém foi mais exemplar do que o São Paulo, campeão em seqüência da Libertadores, do mundo e tricampeão brasileiro em um período de quatro anos.

Em todos os casos, o que deu errado? Eram gestões baseadas mais em pessoas do que em processos. Pessoas saíram, processos não permaneceram. Houve a queda.

O Corinthians deverá passar a brigar sempre por títulos e os períodos de vacas magras deverão ser mais suaves. Mas para se chegar à super-hegemonia as mudanças devem ser mais profundas.



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