Sucessor de Mano terá menos trabalho



Os números dão força para quem criticava o trabalho de Mano Menezes. Desempenho não mais do que regular, nenhuma vitória relevante contra as principais seleções do mundo e nenhum título (não se conta o do Superclássico das Américas, por razão óbvia).

Mas é inegável que Mano Menezes construiu alguma coisa desde o cenário de terra arrasada que encontrou. Veja bem: não havia nenhum rescaldo da outra copa. De filosofia, material humano, nada. (E isso não tem a ver com o trabalho de Dunga, que considerei ótimo).

Mano fez o trabalho sujo. Garimpou jogadores, errou, acertou e foi seguindo. Até chegar no ponto atual que era promissor. Isso mesmo!

O time tocava a bola, evitava a irritante ligação direta defesa/ataque que virou o esquema muitas vezes vencedor dos times brasileiros… enfim, o time começava a ficar agradável de se ver. Bem aos poucos.

Ainda faltavam testes contra adversários poderosos, ainda faltava muita coisa. Mas havia um caminho trilhado.

Se Mano não merecia ser o técnico quando foi chamado, na mesma medida não merecia ter saído depois do que construiu. O próximo técnico terá um trabalho menos árduo pela frente.



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