Flu e Palmeiras não estão muito distantes



São 42 pontos de diferença na tabela. Um terminou o ano campeão, o outro rebaixado. Um está atolado em uma crise política que trava seu desenvolvimento, o outro aprovou sem muito esforço uma reforma estatutária que muda a forma de eleger o presidente. Fluminense e Palmeiras têm, hoje, um abismo de distância entre eles. Mas, paradoxalmente, não são tão diferentes entre si nem de grande parte dos clubes do futebol brasileiro.

Este mesmo texto poderia começar de outra forma, citando que um clube tem dívida quase que duas vezes maior do que a do outro (R$ 400 milhões x R $ 240 milhões) e que todas as suas receitas estão penhoradas, exceto o aporte financeiro do patrocinador. Falo dos mesmos Fluminense e Palmeiras e, aqui, o Tricolor campeão brasileiro aparece em desvantagem.

Verdade é que os clubes brasileiros, salvo algumas poucas exceções, vivem se equilibrando em uma linha tênue entre o sucesso e o fracasso. Aqui, vale a comparação com outro clube: tirando os 14 pontos na tabela, qual a diferença estrutural hoje entre Flamengo e Palmeiras? Os dois vivem um caos político, com lideranças que não se entendem e não se unem em torno do clube.

O futuro de Fluminense, Palmeiras e outros clubes brasileiros passa pelo que eles constroem hoje para colher amanhã. O Flu aproveita os bons ventos que sopram: tem tudo para construir seu CT e arquiteta um ambicioso e promissor programa de sócio-torcedor. Sem bons ventos soprando dentro de campo, o Palmeiras se apoia nas possibilidades que o novo estádio poderá trazer e nas cotas de TV e patrocínio, que seguirão intactas pelo menos no primeiro ano de Série B.

Vale lembrar que, nos anos 90, o Verdão se assemelhava muito ao que hoje é o Flu. Patrocinador poderoso, muito dinheiro, time fortíssimo e chuva de títulos. Quando o patrocínio foi embora, o clube ruiu.



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