Mais dinheiro para os mais bem colocados



Meritocracia é uma palavra difícil, que causa urticária em muita gente. Mas é uma das formas mais justas de se premiar os melhores em qualquer ramo de atividade. Infelizmente não funciona na plenitude no futebol brasileiro.

Falo de dinheiro. Cada clube negociou separadamente seus direitos de TV. Alguns ficaram com muito dinheiro outros nem tanto. Basicamente, o quesito derminante para se apontar quem ganha mais foi a popularidade do clube. Assim, Flamengo e Corinthians ganham mais do que todos os outros.

O assunto aqui é que a divisão das verbas da TV não leva em conta um aspecto relevante: o desempenho dos times dentro de campo. Apenas 30 milhões são distribuídos aos clubes pela colocação no Brasileiro. Ao Náutico, caberá R$ 300 mil, caso ele mantenha a 13a posição atual. Este valor não reflete a diferença do que fez em campo entre ele e o Palmeiras, por exemplo.

Assim, não dá para imaginar que clubes médios nacionalmente possam crescer. Vários já tiveram algum tipo de brilho no Brasileiro por pontos corridos: o Juventude foi (7o em 2004), Coritiba (5o em 2003), Goiás (3o em 2005), Paraná (5o em 2006). Todos caíram depois. Um dos motivos foi a impossibilidade de brigar contra os milionários.

Na Premier League 70% da verba da TV é dividida igualmente entre todos os 20 participantes. 15% da verba leva em conta o desempenho no ano anterior e os outros 15% é pela audiência. Nas ligas americanas, há sistemas de draft cirurgicamente feitos para que o equilíbrio não se desfaça.

Privilegiar o todo é o caminho natural para que nosso principal campeonato siga atraente. Mas para que isso acontecer, seria necessário uma liga forte e independente, em que todos sentassem à mesa de negociações. Mas ainda vivemos na era do cada um por si. A tendência é a de que todos percam no futuro.



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