Leve a taça para Prudente, presidente!



O Fluminense pode ser campeão brasileiro de 2012 em Presidente Prudente no próximo domingo. A taça deveria estar no estádio, à espera da conquista, pronta para ser carregada, beijada, mostrada à torcida ainda no calor do momento, quando a emoção está à flor da pele. Em vez disso, ela estará em algum lugar desconhecido, sendo lustrada para ser revelada numa festa dentro de um teatro fechado só quando o campeonato terminar daqui a mais de 20 dias.

Tão lindo quanto um golaço, é ver o capitão do time erguendo um troféu, ainda suado pelo esforço, com a camisa encharcada e suja, revelando todas as marcas da última batalha.

Mas nos últimos anos inventaram uma premiação dentro de um teatro. Em vez da cena descrita acima passamos a ter cartolas barrigudos em seus ternos apertados junto a atletas e suas roupas Armani, Hugo Boss, sei lá o que… perfumes importados, pomadas de cabelo milagrosas, mulheres de trajes de gala bregas com jeitão de casamento. É ali que a celebração da conquista acontece. Nada disso tem a ver com futebol.

Nada contra premiar os melhores personagens do campeonato, como a festa teatral também faz. Pelo contrário. Está é uma excelente iniciativa. Mas que não deveria impedir que a taça estivesse em campo no dia em que o time é campeão. No campo é que as emoções represadas durante longos meses são extravasadas genuinamente. No teatro, temos no máximo… um teatro.

Diferentemente de Ricardo Teixeira, que não gostava do nosso esporte preferido e não tinha vergonha de deixar isso claro, José Maria Marin adora o esporte. Pode-se falar qualquer coisa dele, mas não que não goste, não entenda, não acompanhe e não saiba o que é um campeonato de futebol e uma conquista.

Portanto, Marin sabe que uma taça tem de ser molhada de suor do jogo final, tem de ter a energia do campeão. A taça faz parte do espetáculo da conquista, é o seu símbolo máximo. Leve a taça para Prudente, presidente!



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