Nem todo mata-mata tem emoção



O Campeonato Brasileiro terminou. Com cinco rodadas de antecedência, já sabemos o campeão, os classificados para a Libertadores. Falta alguma definição no pé da tabela, apenas. Os amantes do mata-mata voltaram com força, dizendo que os pontos corridos são sem graça e que as últimas rodadas serão mera formalidade.

Por falar em formalidade, veja isso:

– Em 1993, o São Paulo sapecou 5 a 1 no primeiro jogo da final da Libertadores contra a Universidad Católica O segundo jogo (derrota do Tricolor por 2 a 0) foram meros 90 minutos a espera do apito final. Mera formalidade.

– Em 1987, o Corinthians goleou o Santos por 5 a 1 na semifinal do Paulista. O segundo jogo (empate em 0 a 0) valeu absolutamente nada. Era só a confirmação do que todos já sabiam: o Timão estava na final.
* fiz aqui uma correção graças ao leitor Clecio, que alertou que neste ano não havia critério de desempate por saldo de gols.

– Este ano, o Santos enfiou 3 a 0 no Guarani no primeiro jogo da decisão do Estadual. Que mais além de uma formalidade foi o segundo jogo, que só confirmou o título (vitória de 4 a 2 do Peixe)?

– O Fluminense sapecou 4 a 1 no Botafogo na primeira partida da decisão do Carioca de 2012. O segundo jogo, se não tivesse existido, seria um favor aos dois times.

Como se vê, campeonatos decididos com antecipação não são privilégio dos pontos corridos. Eles podem acontecer em qualquer formato. A culpa do Brasileiro de 2012 terminar tão cedo e com menos emoção não é da fórmula. É da competência do Fluminense.



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