Gostamos mais de arbitragem do que de futebol



Foi um fim de semana trágico para a arbitragem. Duas marcações contestadas e uma suspeita grave em um clássico do futebol. Os homens de preto foram muito contestados.

Se você acha que o parágrafo acima é sobre Internacional x Palmeiras, errou. Falo do clássico inglês Chelsea x Manchester United. Os erros do arbitro Mark Clattenburg foram a expulsao de Fernando Torres, atacante do Chelsea, por simulação e a validação de um gol em posição irregular do Manchester.

Imagine se em jogo entre são Paulo e Fluminense, por exemplo, um árbitro errasse desta maneira. Era pauta para uma semana de debates na TV, análise de comentaristas de arbitragem, entrevistas com membros do STJD, milhões de ângulos do tira-teima, debates acalorados sobre o uso de tecnologia no futebol, suspeitas de favorecimento deste ou daquele time, etc, etc…

Pois na Inglatera os dois erros graves provocaram reações mínimas. Não se gastou tempo em TV, espaço em jornais e internet… quase nada. Analistas reconheceram que Mark Clattenburg teve uma dia muito ruim, mas nem de longe foi cogitada a possibilidade de haver um esquema de favorecimento do Manchester, o time que foi beneficiado com as lambanças.

Em vez disso, uma outra acusação ganhou espaço na imprensa inglesa: a de que o árbitro teria feito insultos racistas a jogadores negros do Chelsea. A FA (Federação Inglesa) abriu um inquérito a partir da acusação formal de pessoas ligadas ao Chelsea.

A arbitragem no Brasil vive uma crise enorme. Mas lá fora também se erra muito. No mesmo fim de semana da lambança inglesa, um árbitro na Itália acertou a marcação de um lance, mas resolveu atender orientação de um auxiliar e validou um erro.

O problema é que aqui, falar de erro de juiz virou o nosso principal esporte, nossa discussão mais acalorada no bar da esquina. Gostamos mais de falar sobre isso do que falar sobre… futebol. Afinal, a gente gosta de que? Do jogo, da arbitragem ou de teorias conspiratórias?



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