A fórmula para vencer o Brasileirão



Procure não ter craques que possam ir para a Seleção no seu time e caia fora o quanto antes da Libertadores e Copa do Brasil. Receita para crise na certa? Errado: receita eficiente para o sucesso no Brasileirão.

Com o calendário surreal que temos por aqui, esta é a melhor maneira de se chegar a esta altura do ano com chances de beliscar o título nacional. Atlético Mineiro e Fluminense, os dois times que lutam mais diretamente pelo título, são as provas vivas disso.

O Galo pulou fora da Copa do Brasil em maio, nas oitavas-de-final, eliminado pelo Goiás. O Fluminense deu adeus à Libertadores no mesmo mês, despachado pelo Boca Juniors. O Tricolor sofreu pouco com convocações da Seleção. O artilheiro do Brasileiro, Fred não caiu nas graças de Mano Menezes e não é chamado. Wellington Nem chegou a ser convocado para a seleção olímpica, mas ficou fora do grupo que foi a Londres. No time mineiro, alguns nomes importantes não encantam o treinador como Ronaldinho Gaúcho, um dos pilares da equipe.

Em contrapartida tem time que sofre muito com o ataque da CBF. O Santos tem de dividir Neymar com a Seleção quase a temporada toda. O ano está perdido para o Peixe, sem chance de título e com chances reduzidas de ir para a Libertadores em 2013. O São Paulo com Lucas é um time, sem Lucas é outro e, assim, o time não consegue entrar no G4 e fica só rondando. O “internacional” Internacional tem jogadores nas seleções brasileira, uruguaia e argentina. Resultado: em datas Fifa o time fica esfacelado, como na derrota para o Fluminense ou no empate contra o São Paulo. O Palmeiras se viu obrigado a abandonar o Brasileiro para faturar o título da Copa do Brasil. Pode terminar o ano, acredite, rebaixado para a Série B.

Fluminense, Atlético Mineiro, Grêmio, que lutam diretamente pelo caneco, tiveram jogadores convocados para o tal “superclássico” contra a Argentina, em data sem jogo do Brasileiro, vale dizer. Os três times não têm nada a ver com as escolhas da CBF e vão cumprindo seu papel, fazendo campanhas muito boas. Quem tem tudo a ver com o absurdo de nosso calendário é a própria CBF, que não está muito preocupada com nossos clubes. Pena.



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