Ninguém é mais torcedor do que cidadão



Esta semana, dois fatos importantes que misturam esporte e política chamaram atenção. Primeiro: a diretoria do Corinthians tentando fazer um cambalacho com a contrapartida social que o clube é obrigado a fazer por conta da construção de seu estádio.

Explicando: para ter aprovação para construção do estádio, o Corinthians deveria obrigatoriamente promover ações sociais preferencialmente na área de Itaquera no total de R$ 12 milhões. Pois os cartolas querem que a simples utilização de estampas na camisa do time em determinados jogos sejam consideradas ações sociais. São estampas do programa Criança Esperança, Afroreggae, AACD, etc.

O segundo fato: a vereadora do município do Rio de Janeiro, Patrícia Amorim, empregou em seu gabinete na Câmara 25 pessoas ligadas ao Flamengo, clube que ela preside desde 2010. O caso mais emblemático foi o de Leonardo Ribeiro, hoje presidente do Conselho Fiscal, o órgão que tem a função de fiscalizar a administração da cartola. Quando eleito para o cargo no clube, Leonardo Riberiro (vulgo Capitão Leo) foi exonerado. Entretando, seu sócio em uma empresa de contabilidade ficou no seu lugar na Câmara.

Os dois casos revelam, no mínimo, como dirigentes misturam interesses do clube com a coisa pública, como se defender as cores de uma camisa dessem carta branca para qualquer tipo de imoralidade.

Em Itaquera não há só corintianos ou não há só corintianos que estão mais preocupados com a construção do estádio do que com o bem estar de sua comunidade. Não mesmo! Pesquisas de opinião, aliás, indicam que a maior torcida do Brasil é para… ninguém. Portanto, nunca o interesse de um clube qualquer que seja pode suplantar o do cidadão. Na mesma medida, nem todos os cariocas são flamenguistas. Não há hipótese de se aceitar uma mistura entre clube e Câmara de Vereadores.

Quando se mistura estações, o resultado é sempre ruim para pelo menos, uma das partes, o bem comum ou o clube. Muitas vezes, é ruim para todas as partes.



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