Perder o ouro no futebol é o de menos



O futebol sempre foi um torneio meio descolado de todo o restante do programa olímpico. Nos últimos anos, quando foi permitida a presença de qualquer jogador com menos de 23 anos e mais três com mais, a distância se acentuou. Nada contra Neymar e companhia, mas eles não têm muito a ver com os outros, que ficam hospedados na Vila Olímpica, que sofrem muito para conquistar uma medalha… enfim, essas histórias heróicas que vimos aos montes nos últimos dias.

Curiosamente, não tenho o mesmo sentimento com relação ao basquete dos Estados Unidos, que também leva seus astros milionários para os jogos. Provavelmente porque o futebol está mais perto do meu cotidiano do que o basquete. Mas admito que a situação é bem parecida.

Mas voltando ao futebol: do ponto de vista de conquista olímpica, o triunfo do futebol para mim não acrescenta muita coisa pelo dito acima. Ele é um torneio meio à parte. Além disso, a vitória não comprovaria o sucesso de uma política esportiva da modalidade, de organização, nada disso. Se vencesse, seria obra do talento natural de nossos jogadores. Assim, é mais fácil se emocionar com a vitória de Arthur Zanetti das argolas do que de um punhado de jogadores ricos, que praticam o esporte mais popular e de maior investimento do país. Repito: nada contra Neymar e companhia e o sucesso na carreira e financeiro de cada um deles.

O problema da derrota, para mim, é outro: quando a Seleção Brasileira não conquista o primeiro lugar em um torneio sem NENHUM grande time e quando sofre contra adversários como Honduras… o sinal de alerta se acende. Porque este time do Mano que perdeu neste sábado, com poucas mudanças, será o nosso time daqui a dois anos na Copa.

Sim, os jogadores estarão mais maduros, o time estará mais entrosado e muita coisa pode mudar. O problema é que a evolução vista até agora de nosso time, olímpico ou não, é muito tímida. Para complicar, há uma pergunta difícil de ser respondida. Se Mano sair, quem deve assumir? Pensamos um pouco e vemos que não temos NENHUM grande técnico no país. Temos alguns bons, verdade, mas não temos nem unanimidade nem maioria nas sugestões. Ou estou enganado?



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