Armações olímpicas



Jogar para perder para ter vantagem futura no decorrer de um torneio é válido? O que não deveria nem entrar em discussão de tão imoral, aconteceu em Londres. Sul-coreanas, indonésias e chinesas foram eliminadas do torneio olímpico de badmington por claramente jogar para perder. Sacaram na rede, não foram em bolas fáceis, etc. A derrota traria benefícios no encadeamento da chaves no decorrer da competição.

Segunda-feira, Espanha e Brasil se enfrentaram pelo torneio masculino de basquete. Ninguém jogou escancaradamente para perder. Mas ficou claro que as marcações defensivas foram frouxas. Nenê nem entrou em quadra, com dores no pé (entraria se o jogo fosse decisivo, alguém duvida?). O derrotado da partida, em tese, só pegaria o bicho-papão Estados Unidos numa possível disputa pelo ouro. No final o Brasil venceu. Dizer que a Espanha -segunda colocada no ranking da Fiba e atual vice-campeã olímpica- entregou é menosprezar a vitória brasileira. Mas a marcação por zona espanhola até o fim mesmo com a desvantagem no placar não é normal. O Brasil fez 31 pontos só no último quarto, algo que não tinha conseguido fazer em nenhum outro jogo até aqui.

Parênteses: não, o Brasil não é o honesto coitadinho nas entregadas em disputas esportivas. Lembremos do vôlei masculino no Mundial masculino de 2010, que perdeu de propósito para a Bulgária.

Mudanças de regulamento seria o antídoto para marmeladas, como os exames antiping são contra a trapaça de atletas espertalhões. Fato é que por mais que a gente acredite na chama pura da pira olímpica ou na pureza e honestidade das disputas, o ser humano sempre aparece para mostrar que nosso cotidiano é bem diferente do que se deseja que seja nas pistas, piscinas, campos, quadras, etc… A olimpíada até tenta nos mostrar um universo de embates saudáveis, mas estão aí o doping e as entregadas para que a gente acorde e perceba que as duas semanas olímpicas são apenas uma tentativa frustrada de um mundo de fantasia.



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