Olimpíada e Copa vão na contramão do mundo



Integrante da equipe olímpica de remo em 1980 e hoje consultor de comunicação empresarial, Charles Banks-Altekruse publicou artigo no “New York Times” defendendo uma sede eterna para os Jogos Olímpicos. Ou seja, de quatro em quatro anos, uma mesma cidade suíça abrigaria os jogos. Fim do rodízio de continentes, de países e, como efeito, diminuição dos casos de corrupção, gastos absurdos, etc, etc…

Charles Banks-Alterkuse radicalizou, mas já passou de hora de se pensar em mudar o patamar de gastos de Copas do Mundo e olimpíadas. Estes dois eventos em especial, pela audiência e alcances monstruosos que têm, deveriam servir de exemplo para a humanidade de um mundo novo que se deseja construir. Um mundo com menos gastos, que respeite mais o planeta, que espalhe outros valores que não o do luxo, conforto e perfeição absolutas.

Em entrevista publicada segunda-feira no jornal “O Globo”, Jeróme Valcke, secretário geral da Fifa, diz que não há nada o que aprender com a organização dos jogos de Londres porque “a Copa do Mundo é o melhor, é top”. Nós, brasileiros, estamos aprendendo bem a que preço esta “organização top” nos é oferecida, com as milhares de exigências absurdas que não combinam em nada com um país como o Brasil com todos os seus problemas, em que pese seu crescimento recente.

Em Londres, oficialmente fala-se em gastos de R$ 32 bilhões para os jogos, mas os números são contestados. Para a Rio-2016, têm-se um valor de referência de R$ 23 bilhões mas, como o nome já diz, é apenas uma referência e muita gente já admite que gastaremos muito mais. Em Pequim, foram gastos absurdos R$ 70 bilhões.

Em um mundo em que as pessoas começam a ressuscitar bicicletas como meio de transporte, a separar diferentes tipos de lixo, a cobrar de empresas uma ação mais responsável, os organizadores de grandes eventos esportivos viram as costas para estas questões e vão na contramão. Teimam em não mudar, vivendo em um planeta que começa a querer mudanças.



  • Por que privilegiar uma cidade de uma país rico e desenvolvido? Penso que se o esporte agrega, todos os países participantes dever agregar desenvolvimento àqueles países que não o têm! Assim, penso que esse países podem ajudar aqueles países que precisam ser ajudados, levando as olimpíadas para esses países pobres, ajudando-os!

  • Os atletas que estão em Londres não têm culpa de NADA! Só há um culpado: o Estado. O estado que não promove a massificação do esporte. O Estado que acabou com a Educação Física nas Escolas. O Estado que acabou com a Educação Física nas Universidades. O Estado que mudou a grade curricular do professor de Educação Física, já que agora, ele entende bastante de humanismo, mas desconhece a parte técnica que antes existia no curso! O Estado que não cria estrututa humana, instalações físicas, orçamentárias e adminitrativa.
    É o Estado o responsável pelas vergonhas que passamos em cada Olimpíadas.
    É o Estado o culpado por se gastar tanto dinheiro em cima de um pequeno grupo que se repete sempre em cada Olimpíadas, pois não há outros atletas, já que o Estado não proporcionou o surgimento de outros.
    É o Estado, sim, o culpado, sempre! Deve-se lembrar que a prática esportiva também é saúde e, portanto, dinheiro no bolso do Estado, desde que praticado de determinada forma.
    Não se culpa a iniciativa privada, pois esta não obrigação de promover a prática esportiva na infância e adolescência. Não é ela a responsável por formentar essa cultura no povo. Ela pode ajuda, mas é o Estado o responsável inicial.
    Estamos perdidos, pois é esse Estado que temos, do qual dependemos, que tem a responsábilidade de massificar o Estado.
    Agora, perguntem: o Estado tem algum plano para resolver esse problema crucial? Não tem. O Estado sabe do problema? Sabe. E aí? Estamos perdidos. Se até agora temos passado vergonha, preparem-se para o vexame que será 2016, no Rio.
    É PRECISO DENUNCIAR ESSA POLÍTICA DE MATANÇA DA EDUCAÇÃO FÍSICA NAS ESCOLAS E UNIVERSIDADES, BEM COMO A PÉSSIMA QUALIFICAÇÃO E VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA!

  • Nathan

    Ao invés de uma sede permanente, tais competições, especialmente a Olimpíadas deveriam ser realizadas em algum país em desenvolvimento que apresentasse melhoras nos seus índices de analfabetismo, saúde, distribuição de renda etc… sendo custeada pelo COI e por todas as outras delegações (conforme o numero de participantes de cada uma delas) e com ajuda dos patrocinadores.

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