A volta do Cosmos (e um filme bacana sobre o time)



O New York Cosmos voltou. Para alguém com menos de 30 anos esta talvez seja uma notícia irrelevante. Mas o Cosmos foi um time americano de futebol que ajudou a provocar um boom deste esporte nos Estados Unidos nos anos 70.

Para se ter uma ideia, vestiu a camisa do time nada menos do que Carlos Alberto Torres, Chinaglia, Beckenbauer, Ardiles e… Pelé.

Em 2010, o Cosmos ameaçou uma volta espetacular, com muita pompa e pouco resultado. Pelé participou dos eventos de marketing, camisas oficiais foram colocadas a venda. Mas o projeto fez água, o time não voltou aos campos e nada menos do que 10 milhões de dólares foram queimados nessa brincadeira.

Agora, o projeto é bem mais modesto. De cara, a franquia nem tentou entrar na MLS (Major League Soccer, a principal liga de futebol do país). O novo New York Cosmos vai disputar a NASL (North American Star League), o que, em uma tradução livre, corresponde à segunda divisão do futebol dos Estados Unidos.

O responsável pela política pé-no-chão é um sujeito chamado Seamus O´Brien, que trabalha com a indústria do esporte há 27 anos.

Para quem quer saber mais sobre a história do Cosmos, sugiro um documentário muito bacana chamado “Once In a Life” Em português saiu com o título “Uma Vez na Vida”. É muito bacana. Entre outras histórias incríveis, mostra como Chinaglia fez Pelé (isso mesmo Pelé) chorar. O final do filme tem uma ironia deliciosa com relação ao Rei do Futebol. Imperdível. Abaixo, o trailer do filme.



  • Erivelton Silva

    O título do filme no Brasil saiu como “O Mundo a Seus Pés – A Extraordinária História do New York Cosmos”.

  • Chester Prestes

    O nome correto do documentário chama-se: “Once in a Lifetime: The Extraodinary Story of New York Cosmos”. Existe também um livro com o mesmo nome e que pode ser encontrado na Amazon.com em Inglês ou nas boas livrarias (talvez em Português, não tenho certeza) do Brasil.

    Ao leitor Raniery, em relação ao acesso à primeira divisão nos EUA não existe. Chama-se primeira e segunda divisões (existem ainda outras tantas) para uma melhor compreensão daqueles não acostumados ao funcionamento dos esportes Americanos.

    Lá o futebol (chamado Soccer) funciona como os demais (Basquete, Futebol Americano, Baseball e Hóquei). Ou seja, no sistema de franquias. Apenas os grandes empresários com muito dinheiro compram essas franquias para jogarem na liga principal. Por exemplo NBA, MLB, NHL e etc … e não é por coincidência que os grandes investidores possuem times em todas as ligas em diferentes esportes.

    Os melhores contra os melhores. Não existe a ideia de um time rico ter que jogar contra um time pobre e esse ainda eventualmente vencê-lo.

    Lá é um ‘negócio’ e não uma ‘associação’. Por isso os times mudam de cidades caso não gerem lucro enquanto aqui (América Latina) ou na Europa existem times centenários, mas, falidos. E claro que nunca mudarão de cidade.

    A falta de acesso e rebaixamento no futebol dos EUA hoje é uma das grandes discussões em pauta na mídia especializada.

    Eu discordo do Raniery, pois, o texto do Tironi peca justamente por manter a falta de informação ao leitor Brasileiro. Acostumado ao “Brasilcentrismo” onde tudo gira em torno do “nosso” futebol.

    É justamente o contrário, nosso futebol está fálido há muito tempo e nos EUA, por exemplo, com uma liga iniciada em 1996 eles possuem uma média de público nos estádios maior que a nossa. O texto vale pela dica, que já é o suficiente para os curiosos fuçar atrás desse filme, mas, não mais do que isso.

    A trilha sonora é íncrível e leva o espectador diretamente aos anos 1970. Mas, o filme não é apenas sobre Pelé (também, e muito na verdade), mas, sobre como um esporte desconhecido virou febre devido a presença de Pelé muito bem pensada pelos investidores Americanos. Pelé é apenas um detalhe em todo o marketing. Mas, há muito mais do que ‘apenas’ isso.

    Ao Tironi fica aí a dica para um artigo mais específico.
    Ao Raniery – seria um belo presente ao seu pai.

    Até

  • Raniery Medeiros

    Tironi,
    parabéns pelo texto.

    Eu não estava nem perto de nascer quando o Cosmos debutou em campo.
    Mas meu pai, Santista como é, sempre me falou e contou inúmeras histórias.

    É bom saber que o time está de volta. Mesmo que na ‘segunda divisão’.

    Qual o critério para o acesso?

    Abraço!

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