Empate morno e público fraco no Engenhão



Sem interferência da arbitragem, sem nenhum dos times sendo muito melhor do que o outro, chances perdidas de parte a parte. 0 1 a 1 de Botafogo e Fluminense no Engenhão foi justíssimo.

O Flu tentou a mesma estratégia que adotou na vitória contra o Flamengo semana passada. Fazer o seu gol, se fechar atrás em duas linhas de quatro muito próximas e esperar o tempo passar para beliscar os três pontos. Deu errado. Não contava com uma tarde inspiradíssima de Márcio Azevedo (um dos melhores em campo), que cruzou uma bola de três dedos na cabeça de Andrezinho, que empatou o jogo.

É compreensível a estratégia que Abel adota. Com Fred, o seu ataque é muito poderoso (ontem, o atacante fez seu nono gol contra o Botafogo). Aí, ele tenta se fechar atrás e ampliar em um contra-ataque. Mas com um elenco tão estrelado, o Flu pode arriscar mais. E, no caso de ontem, o treinador demorou para colocar Wellington Nem em campo no lugar de Samuel. Caindo pela direita, ele poderia ser opção de contra-ataque e ainda poderia segurar as investidas de Márcio Azevedo. Abel, na verdade, trocou a fechadura quando a porta já havia sido aberta (depois de tomar o gol de empate).

Já o Botafogo sofreu pela falta de um atacante enfiado. Elkesson apareceu pouco e o gol saiu justamente em um lance em que ele e Andrezinho inverteram de posição. No cruzamento de Márcio Azevedo era o “centroavante da vez” (Andrezinho) quem estava quase na pequena área para cabecear e empatar.

O clássico gerou mais expectativa do que resultado efetivo. Foi morno. A impressão é a de que o Flu pode ousar mais e que o Botafogo vai se acertando. Com Seedorf pode subir um degrau a mais.

Destaque negativo foi o público: 17 mil pessoas para um clássico em que os dois times brigam no alto da tabela. Triste.



  • UUUUUUUUUUUHHHHHHHH!! Novamente, Carlinhos aparece livre pelo lado esquerdo e cruza a meia altura, Fred se antecipa a Antônio Carlos e toca com o pé direito por cima do gol de Jéfferson.

  • Raniery Medeiros

    Desculpem os erros grotescos no Português. Mas o sono está me consumindo.

    Mas deu para entender. hehehe

    Abraço!

  • Raniery Medeiros

    Thiago,
    perfeita a sua análise.

    Eu não sou tricolor e tão pouco Carioca. Minha paixão é o futebol e analisar aos jogos que eu possas assistir.

    Eu vejo o Fluminense com leve superioridade em relação aos demais por essa má qualidade técnica nos demais. Não vejo laterais melhores ou tão melhores que os do Fluminense.

    É da sapiência de quem analisa cuidadosamente o esporte que o elenco do Fluminense, do meio pra frente, é muito forte. E isso faz muita diferença.

    Pude assistir ao jogo contra o Naútico em função do meu tio ser torcedor do Timbu.
    Eu vi um Fluminense tomando sufoco e o Cavalieri sendo o maior herói muito em função da coragem que o time pernambucano impôs ao clube carioca. Fiquei muito triste ao ver o deco jogando sozinho e tendo que resolver tudo enquanto que os demais jogadores rifavam e muitas vezes maltaratam a bola.

    O ‘carissimo’ T. Neves mais me parece aquela eterna promessa que possui em sua conduta uma enorme preguiça em jogar futebol. Ou sei lá… ele só gosto de atuar de forma simplória contra time pequenos e nos grandes jogos entrar em extase e atuar de maneira exuberante. Não é de hoje. Talento ele possui.

    Com as peças que o Abel têm em mãos era para ele, Fluminense, dar as cartas do jogo e empurrar o adversário contra seu próprio campo de defesa. E não o contrário. Ficar ali… esperando contra-ataques. Era para o Fluminense deixar o adversário retraído com a sua posse de bola.

    É do entendimento de todos que os brasileiros não gostam de ficar com a bola. Apertou a marcação? Pra quê olhar para o lado e procurar um companheiro desmarcado se podemos rifar a bola e tomar o conhecido sufoco por mais vezes?

    Quanto ao Chelsea – apenas por abordagem de assunto – não é um time de retranca e que espera o adversário em seu campo. Eu pude ver isso acontecer contra o Barcelona (qual clube não faz isso contra os Blaugranas?) e contra o Bayern (muito em função da final ter sido em Munique). Nem mesmo em Old Trafford eu vi o Chelsea se retrair.

    É muito bom poder debater o futebol com pessoas civilizadas.

  • ronaldo brandão

    Concordo que o Flu é candidato ao título,mas não entendo o Wagner e o Edinho titulares,não gosto da retranca que o Abel nos impõe,vejam o Botafogo que joga pra frente,ganhou do Corinthians e Inter atacando,jogando bonito.o Flu joga muito atrás,alguém tem que servir o Fred,pois ele vive de gols.Acho que manter o Sóbis essencial,se tem que tirar alguém minha sugestão o He-man e Wagner pelo Conca.

  • Fogão sadio

    Bota teve a bola do jg c/ o FG mas ele errou……eqto isso no Pituaçu, q VERGONHA aquele penalti mequetréfe arrumado pro menguin, ta louco. Esses árbitros deveriam ser banidos do futebol, é uma vergonha. Aí me vem o joel santana e diz q foi na raça? Ah vai plantar batata né….arbitragem pró-flamengo e curintia já começou

  • Fabio

    Thiago seu comentário foi absolutamente perfeito. Concordo com tudo. E acho que só quem é tricolor sabe do que vc esta falando. O time não defende nada e ficam exaltando a tática do Abel. Deu sorte ( graças a Cavalieri) contra o Nautico, ganhoudo flamengopor incopetencia do mesmo, não foi capaz de ganhar dos reservas do Inter em casa e nem do figuerense. Tomasufoco todo jogo apesar de só jogar atrás .
    E com certeza o Edinho tem alguma coisa com o Abel, mas todos os tricolores sabem que o Valencia marca melhor, apesar de ser fraco tecnicamente e só saiu por contusão mas agora esta recuperado e temos ainda que aguentar o Edinho.
    Haja paciencia

  • AUGUSTO CESAR

    Abel errou muito hoje. Essa tática é arriscada, semana passada o fraco Fla quase empatou.
    Não dá para entender o Marcos Jr. ficar de fora do banco, é sempre boa opção. A entrada do He-Man no lugar do Wagner foi inexplicável.
    Perdemos 2 pontos…

  • THIAGO

    Tironi, por que não abrir um espaço para questionar tópicos que ninguém aborda? Você disse que o Flu tem um elenco estrelado. Mas será que tem mesmo? Os dois laterais são inoperantes, a dupla de zaga é bisonha, o volante (Edinho) não se sabe como se tornou um profissional do futebol, o armador (Thiago Neves) é um jogador comum que ganha 700 mil reais por mês e o técnico é de uma miopia ímpar. Dessa forma, primeiramente, merece ser desvendada a razão desse elenco ser considerado tão bom. Se o time titular apresenta tantas mediocridades, por que a imprensa exalta tanto esse elenco? Isso, para mim, é incompreensível e o status que os comentaristas dão a certos times merece análise mais aprofundada. Talvez o futebol brasileiro tenha se estagnado por estarmos satisfeitos com tão pouco.

    Abordando a parte tática, pelo que li de seu post, há uma crítica, ainda que velada, ao Abel, por colocar o time para jogar como se fosse um rato acuado. Partindo do princípio de que o Flu é um dos candidatos ao título (e é, mesmo sem ter, a meu ver, um elenco tão bom como apregoam), não há razão para tamanha covardia.

    Nesse contexto, você que é da imprensa, talvez saiba me responder.

    Por que, nas entrevistas coletivas, não são feitas ao Abel perguntas do tipo 1 – “Como você sempre diz que não abre mão de jogar ofensivamente se, após marcar um gol, adota a tática do ‘rato acuado’?” ; 2 – ” Considerando que Marcio Rosario é lento, não tem técnica, é ruim no desarme e não tem segurança para dar um passe de 5 metros, o que o levou a indicar a contratação dele (pergunta que, como se sabe, deveria ter sido feita quando este jogador ainda estava no Flu)?” 3 – ” Considerando que Edinho adora fazer faltas na frente da área, não tem técnica, é ruim no desarme e não tem segurança para dar um passe de 5 metros, por que ele é seu homem de confiança?” É claro que ele iria enumerar qualidades desses dois jogadores (do tipo raça, dedicação, determinação etc), abrindo espaço para perguntar se para um atleta jogar profissionalmente basta esse tipo de qualidade.

    Seria também interessante questioná-lo como pode o Flu ter a melhor zaga do Brasil (pérola do Abel) se os zagueiros cometem erros primários (nesse momento, citando os erros). Por óbvio, ele viria com números, dizendo que o Flu tem uma das melhores defesas do campeonato. Essa resposta abriria espaço para o repórter afirmar que Nelson Rodrigues já criticava os idiotas da objetividade e, em seguida, dizer que, no futebol, os números devem ser vistos juntamente com os fatos. Contra Náutico e Flamengo, o Flu só não tomou gol por absoluta incompetência dos ataques das referidas equipes. Assim, que características tem os zagueiros tricolores para serem considerados melhores do que os outros?

    Com relação à saída de bola, é dado estatístico que na maioria esmagadora das vezes que o goleiro dá um chutão para frente, a bola acaba no pé do adversário. Assim, por que até hoje não foi dada ordem ao goleiro para sair jogando com as mãos com quem estiver próximo, mormente se considerado que no futebol brasileiro as equipes não marcam por pressão no ataque?

    No momento em que o Flu passa a adotar a tática do “rato acuado”, a história do jogo passa a ocorrer nas cercanias da grande área do Flu. Mesmo com nove jogadores defendendo, por que o Flu é tão vulnerável e precisa contar com a incompetência do ataque adversário para não tomar gols? E mais: vale a pena adotar essa tática, já que o Flu não fica defensivo (pois tem de contar com a inoperância do ataque adversário) nem ofensivo (já que abdica de ir a frente)?

    Ainda no quesito da postura do time, por que razão Chelsea (para citar apenas um exemplo da Europa) e Corinthians (para citar um exemplo brasileiro), ao montarem um esquema defensivo, impõem grande dificuldade ao adversário para chegar próximo de suas áreas e o Flu, quando tenta fazer o mesmo, passa sufoco o tempo inteiro, já que a bola está sempre na área Tricolor?

    Enfim, não estou querendo dizer como a imprensa deve trabalhar nem que perguntas deve fazer.

    Contudo, não tenho saco para ouvir há mais de 30 anos as mesmas perguntas (“O que achou da postura do time?” “O que faltou para alcançar um resultado melhor?” “Já tem na cabeça o time para o próximo jogo?” “O próximo adversário preocupa?” etc) que ensejam as mesmas respostas (prefiro não transcrevê-las, hehe).

    É claro que eu gostaria que os questionamentos que eu fiz fossem dirigidos ao Abel mas, ainda que não o fossem, se se fizessem perguntas diretas e incisivas eu teria prazer de acompanhar as coletivas. E falei do Flu e do Abel como exemplo; acho que a postura crítica deve ser tomada por qualquer repórter com relação a qualquer jogador/técnico/dirigente. Não se trata de perseguição (se alguém acha que a “crítica ao trabalho” é perseguição, não pode exercer uma função exposta ao interesse do público) mas sim do exercício do jornalismo sem preguiça e medo e, principalmente, voltado para a notícia que interessa ao público que está em casa e para o aprimoramento do debate futebolístico no país.

    Saudações Tricolores!!!

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