Temos jogadores. Falta o restante



Seedorf, Ronaldinho Gaúcho, Lucas, Luís Fabiano, Ganso, Neymar, Fred, Deco, Forlán… Eu sei que esqueci alguma fera. Mas os citados aí atrás dão um bom panorama do tipo de jogador que anda desfilando no Campeonato Brasileiro.

Os tempos estão mudando. Os clubes do Brasil têm mais dinheiro, o Brasil tem mais dinheiro, as pessoas têm mais dinheiro, a Copa do Mundo está se aproximando e o interesse pelo futebol vem aumentando. A audiência na TV da final da Libertadores foi excelente, só para se ter um exemplo.

Tudo isso é muito estimulante. Mas há algo que dá uma sensação de agonia e a pergunta não quer calar: quando o público nos estádios vai acompanhar esta onda positiva? O Fla-Flu centenário, com toda a pompa, circunstância e divulgação maciça levou 32.591 pessoas para o Engenhão. A apresentação de Seedorf antes da partida entre Botafogo e Bahia levou 20.746 torcedores.

O São Paulo precisou de uma promoção de ingressos para levar 21.336 ao frio Morumbi contra o Coritiba. E neste caso, é até para se elogiar o bom senso da diretoria que diminuiu o preço para um jogo de menor apelo.

A resposta para a pergunta acima é: o público vai aumentar quando tudo o que envolve o espetáculo for do nível dos bons jogadores que temos por aqui. Estádio desconfortável, sujo e de acesso complicado por problemas de transporte afasta as pessoas. Por que sofrer e ir ao estádio se é possível assistir em casa no conforto e na segurança do meu lar? E com cerveja gelada na geladeira por um preço honesto. E, dependendo do tamanho da sua casa, a menos de 20 pessos de você.

Vá ao Google, e faça uma pesquisa com os seguintes itens combinados: “estádio”, “preço abusivo”, “desconforto”, violência”, “flanelinha”. Dá para ler histórias de arrepiar os cabelos e desistir de pegar o carro ou a condução e encarar um jogo de corpo presente.

Mas vamos que o amante do futebol fosse um herói por natureza que encarasse qualquer coisa pelo time. Ele precisaria de outro estímulo para lotar arquibancada: um produto bem vendido. E aí, pegamos mais uma vez com um campeonato que começa sem nenhuma pompa nem circunstância, que vários times desprezam enquanto disputam outras competições, que fica apertado em um calendário que perde quase meio ano com os falidos estaduais. Um convite para ser esquecido ou passar despercebido.

O Brasileirão pode ser um chocolate belga. Mas enquanto for embalado no papel de pão, não passa de um… Campeonato Brasileiro.



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