Aparece, Danilo!



Reveja todos os gols do São Paulo na Libertadores de 2005 e um jogador em especial vai aparecer no seu vídeo a maioria das vezes. Não é Luizão, Amoroso, Lugano e nem mesmo o ídolo máximo Rogério Ceni. Quem aparece iniciando a jogada, dando passe ou fazendo gol é Danilo. Esse mesmo que hoje tenta seu segundo troféu na competição.

No São Paulo, Danilo foi por muito tempo chamado de lento, sonolento, morto. Mas conquistou respeito com os títulos da Libertadores e Mundial. Virou Zidanilo, óbvio exagero. Mas os são-paulinos, hoje, sentem muita falta daquele jogador.

No Corinthians, sofreu a mesma perseguição assim que chegou. Diziam que não tinha a cara do Corinthians. Por pouco (veja só!) não foi trocado por Montillo no começo de 2012, o que seria um erro absurdo. Danilo chega à decisão como um dos jogadores mais importantes do time que hoje tenta o título inédito da Libertadores. Foi relevante e decisivo em momentos cruciais desta Libertadores, sobretudo contra o Santos no Pacaembu, quando fez o gol da classificação para a final.

Diferentemente da campanha do título são-paulino em 2005, em que apareceu sempre, Danilo não apareceu no primeiro jogo da final conta o Boca Juniors na Bombonera. Não, ele não foi o responsável pela quase derrota. Mas sua “ausência” ajudou o Boca a dominar o campo, oferecer perigo e por muito pouco não sair com a vitória, o que complicaria muito a vida corintiana hoje no Pacaembu. Quando Danilo não aparece, o time perde passe, perde poder de marcação, perde uma figura tática crucial.

Quando Danilo não aparece, muita gente não vê. Mas quem está dentro de campo percebe claramente a falta que ele faz. Paulinho subiu menos ao ataque, o time rifou mais a bola e deu espaço para chegar a ser dominado territorialmente.

O Corinthians tem um time muito azeitado e forte. Aí está sua grande virtude. O Boca tem um time armado corretamente e um fora de série: Riquelme. No primeiro jogo o argentino tomou conta do meio-de-campo e fez a diferença para os xeneizes. Danilo não precisa tomar conta do time sozinho. Pode dividir responsabilidades com Sheik, Paulinho… Se ele fizer o que fez em toda a campanha, menos no jogo de ida da final, o Timão tem mais chances de levar a taça.

Danilo não é Riquelme. Mas é o “Riquelme” que o Corinthians precisa hoje.



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