O perigo Seedorf



A contratação de Seedorf pelo Botafogo é daquelas notícias eternas. Daqui a 50 anos vamos nos lembrar do pioneiro jogador europeu de primeira linha que atuou no futebol brasileiro. Sob este aspecto, um golaço da diretoria do Botafogo.

No fim de semana em que foi o único carioca que não jogou, o Botafogo foi mais notícia do que Fluminense, Flamengo e Vasco juntos. E olha que os três venceram seus jogos pelo Brasileiro. Portanto, no primeiro passo dos muitos que envolvem uma situação como esta, o Fogão passou com louvor: foi um imenso sucesso de marketing instantâneo.

Porém, outros passos devem ser dados. E aí, há preocupação. O presidente Maurício Assunção falou em entrevista que o maior parceiro da contratação de Seedorf é o torcedor botafoguense. O dirigente espera que empresas ainda entrem na empreitada, mas por enquanto o clube vai bancar tudo sozinho. Não é pouco dinheiro. Pelos dois anos de contrato, são cerca de R$ 18 milhões.

Assim, o clube coloca o sucesso técnico do jogador e do time como determinantes para viabilizar os pagamentos. E isso é um grande problema. Se qualquer coisa der errada neste processo, a torcida perderá o entusiasmo pela contratação e o plano vai por água abaixo.

Tecnicamente, Seedorf é ótimo jogador, mas vem atuado menos vezes ano a ano. Na última temporada do Italiano, por exemplo, jogou 18 de 38 jogos. Outras coisas podem dar errado: o time pode não encaixar, ele pode se machucar… Sozinho, mesmo jogando o fino, ele não levará o time ao alto. São necessários bons coadjuvantes, que o Botafogo até tem. Mas tem o suficiente?

A aposta da diretoria do Botafogo é, na mesma medida, ousada e perigosa. Se der certo, será um golaço.



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