Jogo coletivo do Brasil está acabando



“Quanto mais longe do seu gol, mais perto do gol adversário.”

“Hoje, o futebol brasileiro só se destaca nas individualidades.”

“O técnico me falou: quanto menos vc tiver a bola, mais vai ajudar o time.”

“O Santos não tem um grande time, mas tem grandes individualidades.”

“Messi participa do jogo coletivo.”

“O futebol coletivo ajudaria o Neymar”

Todas as frases acima foram ditas por um jogador: Daniel Alves, em entrevista na ESPN terça-feira. Reparando bem, todas, de um jeito ou de outro, tocam no tema “jogo coletivo.”

O lateral do Barcelona e da Seleção Brasileira tem obsessão pelo tema. Muito lúcido quando fala de futebol (sua última frase na TV foi: “Eu gosto de falar de futebol”), parece ter absorvido muito do que Pep Guardiola ensinou. Ele considera o treinador catalão “um gênio.”

Impressiona a nós quando um jogador demonstra esta noção tática coletiva. Muito porque no Brasil se exige pouco de jogadores neste sentido, tanto nos clubes quanto em entrevistas.

De tudo, o mais preocupante é ouvir que hoje o futebol brasileiro se destaca apenas pelas individualidades. A cada conversa com quem joga no exterior ou a cada jogo da Eurocopa visto fica mais clara a impressão do nosso atraso tático.

Quando Daniel Alves diz que o jogo coletivo ajudaria Neymar, isso parece óbvio, mas por aqui ainda não é. Como diz o lateral da Seleção: “No futebol, o fácil está cada vez mais difícil”.



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