Perigo! Seleção Brasileira só tem UM craque



A sapecada do Barcelona sobre o Santos acendeu a luz amarela sobre a situação de nosso futebol. Estamos regredindo? Temos menos craques do que no passado? Todo mundo evoluiu menos o futebol brasileiro?

Estas foram as perguntas que martelaram na cabeça de torcedores e pessoas ligadas ao esporte. A convocação de Mano Menezes na manhã de ontem na CBF para o amistoso contra a Bósnia, sem grandes novidades e com algumas poucas contestações, deu mais combustível para a discussão.

Isso porque dos 23 convocados, apenas um é possível apontar o dedo e dizer: “Este é craque”. Neymar. Entre os outros 22 podemos pontar alguns muito bom jogadores, outros que compõem bem o elenco e Ronaldinho Gaúcho, jogador que um dia foi um cracaço, mas hoje está muito longe disso.

A convocação de R10 é emblemática. Sem craques de verdade, aposta-se no ex-craque, na esperança de que ele volte a ser o que já foi.

Claro que no grupo de Mano Menezes há gente que pode virar craque ainda. Ganso, por exemplo. A questão é que não é e ninguém é capaz de garantir que será. E na ânsia de que ele seja “o cara”, queimou-se etapas e depositou-se uma enorme responsabilidade sobre suas costas: a de ser o camisa 10 desaparecido de nossos gramados.

Houve Seleção Brasileira em Copa do Mundo em que era possível apontar pelo menos três monstros do futebol no time, por baixo. Alguns exemplos: em 82, Falcão, Sócrates e Zico; em 70, Pelé, Rivellino e Gerson; em 2002 Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho (este, na ocasião, com status de craque); Em 58, Didi, Pelé e Garrincha.

Se a Copa fosse hoje, a esperança brasileira estaria depositada apenas no nome de Neymar e na sorte de que outros muito bons jogadores estejam em fase exuberante quando a bola rolar. É pouco.

O grande diferencial do Brasil sempre foi a maior quantidade de craques no time. Hoje, de verdade, só temos um, o que nos torna uma seleção parecida com outras fortes, na melhor das hipóteses.



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