Tem muito “campeão” sem ter sido



Se um desavisado desembarcasse na última segunda-feira no Brasil não saberia dizer com certeza quem foi o campeão brasileiro. Afinal, teve torcedor de vários times comemorando como se fosse um título conquistas muito menos importantes do que isso.

Em alguns casos, conquista nenhuma.

Para começo de conversa: campeão brasileiro foi o Corinthians e só. Melhor campanha, melhor zaga, torcida espetacular. Ponto. A partir daí, é possível elencar outros vencedores do futebol brasileiro na temporada, além do Brasileirão.

O Santos é o maior deles, pela Libertadores, é bom deixar claro. Mas nas competições internas os vencedores de verdade são poucos, muito poucos. O Vasco, pela Copa do Brasil e a campanha sensacional em quase todo ano; o Tupi, campeão da Série D; o Joinville, campeão da Série C e a Portuguesa, campeã da Série B.

Mas o que se viu no Brasil nos últmos dias foi uma valorização exagerada de alguns feitos muito menores.

O Flamengo, por exemplo, comemorou como um título o empate contra o Vasco que, em tese, tirou o caneco do rival. Isso, mais a vaga na fase preliminar da Libertadores e o estadual (conquista a cada dia menos relevante) é muito pouco para o que se esperava de um clube do tamanho do Fla.

Engolir o papo de Luxemburgo e diretoria de que o “projeto” era ir para a competição Sul-Americana é pensar pequeno demais. Mas teve quem fez menos do que isso. O Cruzeiro quase caiu. Mas terminou o ano sorrindo como se houvesse levado um título pela goleada sobre o Galo.

E a impressão que fica é a de que fez tudo certo no ano, quando na verdade fez quase tudo errado e se salvou na bacia das almas.

O palmeirense saiu de campo satisfeito pelo jogo contra o Corinthians. Mas o que o time NÃO fez no ano é o que deveria ser ressaltado.

A brincadeira com o vizinho, amigo, cunhado… é uma das coisas mais legais do futebol e não pode acabar nunca. Mas se isso começa a esconder a realidade, é um perigo.

Entre uma e outra tiração de sarro, é bom olhar para o próprio umbigo. Muitos verão coisas que não queriam enxergar.



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