Neymar é de todos



Semana passada surgiu a notícia de que Neymar estaria na lista dos 50 melhores do mundo da “France Football”. Terça-feira, ele foi anunciado oficialmente pela Fifa como um dos 23. Em dezembro, poderá atingir feito inédito: estar na lista dos três que disputarão o troféu máximo em janeiro.

A façanha surpreende mais pelo ineditismo do que pelo merecimento. Ou alguém duvida que ele possa ser comparado com os grandes do mundo, em que pese disputar um campeonato em que os melhores jogadores não estão presentes?

Tire os xiitas da conversa (aqueles que não conseguem enxergar a luz quando não vê as cores de seu time) e será difícil encontrar alguém que não se encante com o futebol do craque santista.

E neste ponto, sim, Neymar surpreende. Seu talento está acima das paixões clubísticas, que ficam menores ou até insignificantes diante de suas jogadas e gols.

Jogadores identificados com algum clube dificilmente caem nas graças dos rivais. Rogério Ceni é unanimidade a favor entre são-paulinos e quase unanimidade contrária entre torcedores adversários. Ronaldinho Gaúcho, campeão do mundo em 2002, foi recebido com uma vaia ensurdecedora no domingo. No Olímpico, o palco onde nasceu. Isso para ficar em apenas dois exemplos.

Neymar ao que parece, vai conquistando ainda em atividade, reconhecimento que monstros do futebol brasileiro só alcançaram depois de encerrarem a carreira, quando a rivalidade não tem mais sentido.

Para contra-argumentar esta coluna, vai ter gente falando que Neymar não desperta ira porque joga no Santos, um clube que não tem a antipatia grande Brasil afora. Não concordo.

É o talento do garoto que faz qualquer torcedor parar o que está fazendo para olhar a TV cada vez que ele pega na bola. Porque dali há grande chance de sair alguma coisa formidável.

Conquistar o título de melhor do mundo será um feito espetacular. Mas algo quase tão difícil quanto, Neymar já conquistou: a admiração de santistas e não santistas.



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