No São Paulo, a culpa sempre é do técnico



O título já era, a vaga na Libertadores está escorrendo pelos dedos e sobrou para Adilson Batista, demitido. Ocorre um estranho fenômeno no São Paulo: a culpa sempre é do técnico.

Há tempos Lucas não é nem sombra do jogador que ameaçou ser; Rivaldo foi diretamente responsável pelo empate contra o Cruzeiro (errou na marcação no terceiro gol e fez falta desnecessária no lance do segundo); Luís Fabiano, fora de forma, pouco fez até agora; Xandão e Piris falharam no primeiro gol do Atlético Goianiense… dá para apontar outras dezenas de falhas de jogadores. Mas fico por aqui.

No São Paulo, jogadores atuando mal significa que o técnico é ruim. A torcida pressionou até conseguir que Rivaldo fosse titular. Ele virou titular. E dai? Ontem, por exemplo, o time desabou de vez quando ele entrou em campo.

Mas a culpa foi de Adilson. E se Adilson não tivesse colocado Rivaldo em campo e o time perdesse da mesma maneira? A culpa seria de Adilson, “por deixar um craque no banco”.

As conquistas incontestáveis dos úlitimos anos fizeram com que boa parte dos são-paulinos acreditasse que a direção não pode falhar. Se alguma coisa dá errado, a culpa é de alguém que é passageiro no clube. No caso, o técnico.

Jogador do São Paulo tem um dos melhores empregos do mundo. Ganha bem, tem total estrutura para trabalhar e não precisa dar resultado. Afinal, se alguma coisa der errado, a culpa não é dele. É do técnico.

Muricy, tricampeão brasileiro, caiu depois de falhar na Libertadores. Com um elenco empanturrado de títulos que não via mais diferença entre perder e vencer.

Ricardo Gomes (campeão pelo Vasco da Copa do Brasil, veja só) caiu também. Porque não conseguiu fazer um time cheio de ótimos jogadores render.

Adilsion caiu. Porque afinal, como pode um time com Lucas, Denilson, Rivaldo, Ceni e Luís Fabiano não jogar, nao é mesmo?

Adilson tem sua parcela de culpa. Mas no São Paulo, a parte da da responsabilidade que deveria ser atribuída a jogadores e, principalmente, a cartolagem, vai toda para uma pessoa só: o técnico. Portanto, tchau Adilson.



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