Paixão pela Seleção x Paixão pelo clube



Os torcedores chorando no Monumental de Nuñes e pelas ruas de Buenos Aires pelo rebaixamento do River no fim de semana são históricas. Daquelas que vão passar na TV sempre que algum gigante for rebaixado.

A tragédia de um dos times mais tradicionais do mundo na mesma semana em que uma das mais promissoras seleções argentinas dos últimos anos disputa uma Copa América em casa força a uma comparação: a paixão que o clube desperta no torcedor é diferente da paixão pela seleção nacional.

Pelos relatos vindos da Argentina, o assunto futebolístico dominante no país ainda é o rebaixamento do River. Mesmo com Messi, Tevez e companhia treinando no país, algo raríssimo em tempos de globalização.

Isso se explica pelo fato de que a paixão pelo clube é única. E são vários os motivos.

O primeiro é que é um sentimento genuíno, que ninguém impõe, embora pais espertos possam influenciar por este ou aquele time quando o torcedor ainda é uma criança.

A alegria de uma vitória do clube do coração ou a tristeza pela derrota são sensações especiais. O clube tem vida dentro do apaixonado por ele, o humor do sujeito varia conforme o desempenho do fim de semana.

O segundo motivo é a o distanciamento das seleções nacionais de seus torcedores nos dias atuais. Exceto em Copas do Mundo, em que todos se vestem com as cores do país e não há outro evento esportivo concorrente, o fato é que torcedores encaram seus times nacionais com uma certa indiferença neste intervalo de quatro anos.

A exceção é a Eurocopa, quase que uma minicopa do mundo e que toma conta do Velho Continente.

E por fim a globalização, que mudou um pouco o sentido patriótico nas pessoas.

Hoje, com o mundo conectado, as diferenças entre países são cada vez menores, em que pese questões culturais arraigadas firmes.

Assim, nos restou a paixão única e intocada pelos nossos clubes. Não há globalização ou momento ruim que nos tire este sentimento. As cenas após o rebaixamento do River Plate mostram bem isso.



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