Carpegiani e sua ousadia irresponsável



A linha que separa o arrojo da irresponsabilidade é tênue, muito tênue.

Paulo Cesar Carpegiani quis ser arrojado no clássico, mas foi irresponsável. Uma derrota que seria absolutamente aceitável por 1, 2 a 0, se transformou em uma humilhação. E o pior, sem necessidade.

Carlinhos Paraíba foi expulso no final do primeiro tempo.

Carpegiani teve todo o intervalo para recompor o meio-de-campo e voltar para a segunda etapa com alguma condição de equilibrar a partida, deixar o tempo passar, irritar o adversário que jogava com um a mais e com obrigação de vencer um time de meninos, esfacelado e com um a menos.

Mas Carpa optou pela ousadia, que se transformou rapidamente em suicídio. Manteve três atacantes, todos inúteis, e viu o time ser engolido pelo rival.

Loucura? Ingenuidade? Eu prefiro a palavra irresponsabilidade.

Uma das virtudes de Carpegiani é não ter apego ao cargo, jogar pra frente, buscar a vitória. Mas isso tem um preço, que neste domingo foi muito alto.

O São Paulo paga com uma mancha (foi a maior goleada sofrida diante do Corinthians na história) e paga pelo futuro. Em que situação psicológica estes garotos vão entrar em campo a partir de agora?

Treinar um time vai além do que buscar a vitória a qualquer custo, por mais que analistas e torcedores tenham o discurso de que o bom é bola na rede (do adversário, claro).

Treinar um time é saber somar pontos quando não se pode perdê-los e saber perder pontos quando isso é quase inevitável (como era o caso do clássico antes mesmo de a bola rolar).

Uma derrota por 1 ou 2 a 0 ontem estaria tranquilamente creditaca na conta do árbitro pela expulsão de Carlinhos Paraíba. Uma goleada por 5 a 0 não tem defesa.

Com sua ousadia suicida, Carpegiani aumentou, e muito, o tamanho da derrota.



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