O futebol não é deles. É nosso



“Futebol não é só o que você vê no campo. É uma atividade humana que nunca dorme, que absorve o tempo e energia e os pensamentos de milhões de pessoas em todo o mundo. É um mundo dentro de um mundo com seus próprios líderes, o seus próprios cem anos de história, heróis, triunfos e tragédias. Um mundo melhor nem pior do que a que vivemos, cheio de coisas admiráveis e vergonhosas, de momentos sublimes e sórdidos, de pessoas honradas e de má reputação … ” A frase é de Paul Gardner, jornalista inglês apaixonado por futebol.

Dependendo de como você vê o futebol, a reeleição de Joseph Blatter à presidência da Fifa no momento em que a entidade passa por um bombardeio de acusações pode não significar nada. Mas se você pensa no futebol como algo maior do que a vitória do seu time, o mar de lama que transborda da entidade é um dos capítulos mais tristes da história do esporte.

O problema de se pensar só no seu time é não enxergar a falta de credibilidade que o futebol pode enfrentar a médio prazo. E é compactuar com um estado de coisas que não são aceitáveis em outras esferas de vida.

Vale a pena amar um esporte em que seus dirigentes são como são?

Mas a solução não é abandonar o futebol. Este esporte fascinante não tem culpa se quem o comanda é quem é. Como o Brasil não tem culpa dos governantes que tem nem o futebol brasileiro do comando que tem. O futebol não pode ser de quem só gosta do esporte para benefício próprio. O futebol é nosso.

E aí é que a crise na Fifa nos dá a chance de fazer uma limonada com um limão.

Parte das ditaduras do mundo árabe ruiram com a ajuda significante da internet. Protestos na Espanha foram organizados pela internet. Protestos contra o veto à construção de uma estação de metrô em São Paulo ganharam as páginas da grande rede.

Não é necessário estar na porta da sede da Fifa na Suíça para mostrar seu descontentamento.

A revolução também está nas mãos dos verdadeiros amantes do esporte. Que tal começá-la? #foraFIFA
Mas a solução não é abandonar o futebol. Este esporte fascinante não tem culpa se quem o comanda é quem é. Como o Brasil não tem culpa dos governantes que tem nem o futebol brasileiro do comando que tem. O futebol não é e não pode ser de quem só gosta do esporte para benefício póprio. O futebol é nosso. E aí é que a crise na Fifa nos dá a chance de fazer uma limonada com um limão, em um momento em que sua autoridada está fragilizada como nunca na história.

Parte das ditaduras do mundo árabe ruiram com a ajuda significante da internet. Protestos na Espanha foram organizados pela internet. Protestos em São Paulo contra o veto à construção de uma estação de metrô ganharam as páginas da grande rede. Não é necessário estar na porta da sede da Fifa na Suíça para mostrar seu descontentamento. A revolução também está nas mãos dos verdadeiros amantes do esporte. Que tal começá-la? #outFIFA



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