Cortina de fumaça



Uma cortina de fumaça. Assim pode ser definido o Estadual do Rio de Janeiro (como o de outros grandes centros do futebol nacional, mas o assunto aqui é o Rio).
Foi o indefensável estadual de 16 clubes que mostrou ao Brasil um Flamengo imbatível. Campeão invicto, aumentou sua superioridade local mais ainda, se tornando um verdadeiro bicho-papão por aqui e transformando os rivais grandes em coadjuvantes, papel que no passado era destinado apenas aos clubes pequenos.
Indefensável porque até o maior amante dos estaduais há de concordar que não há cabimento em ter 16 clubes nesta disputa.
Mais da metade são quase amadores, que não cabem nem no papel de sparring para os grandes que disputam a primeira divisão nacional, a que realmente interessa.
Assim, uma pergunta é inevitável: para que servem estes estaduais? A última boia de salvação dos defensores  do torneio (que um dia foi muito importante) é o de que serve como preparação para o restante da temporada.
Mas como explicar a enorme dificuldade que o campeão carioca invicto teve diante do primeiro e único adversário de Série A que enfrentou na Copa do Brasil? (Falo do Ceará).
Ou como explicar a eliminação do Botafogo na Copa do Brasil para o Avaí? Isso sem falar que foi graças ao fracasso no Estadual de “preparação” que Joel Santana caiu.
Um novo treinador chegou, com novos métodos, atrasando o ano em pelo menos três meses.
Já passou da hora de se pensar seriamente no futuro dos estaduais. Novo formato, menos datas para os grandes, menos prejuízo e, principalmente, lhe creditar menor importância. Afinal, ele hoje não passa de uma cortina de fumaça.


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