Chororô ou mi mi mi



No Rio de Janeiro, reclamação em cima de arbitragem ou injustiças em geral ganhou o nome de “chororô”, principalmente depois que o time inteiro do Botafogo, mais o então técni- co Cuca e o presidente Bebeto de Freitas entraram no vestiário após uma derrota para o Flamengo chorando e reclamando.

Em São Paulo a expressão é “mi mi mi”, que representa em tradução livre aquele chorinho manhoso de criança quando reclama de alguma coisa. Aquele chorinho que os pais sabem que não vai levar a nada.

No Rio de Janeiro, desde a fatídica cena das lágrimas no vestiário, o Botafogo é chamado de time chororô. Um rótulo chato de ser ter. Toda reclamação botafoguense, com razão ou não, já perde força por conta da fama que o clube ganhou.

Até a Anaf (associação Nacional dos Árbitros de Futebol) divulgou outro dia um comunicado acusando o Glorioso de fazer chororô. Não que tivesse razão ou propriedade para divulgar um comunicado desses. Não tinha, mas esta é outra história.

Em São Paulo, o Palmeiras começa a ganhar fama de mi mi mi após o clássico contra o Corinthians em que perdeu na  decisão por pênaltis a vaga na final do Paulistão, domingo.

Parênteses: no lance da expulsão de domingo, Danilo foi imprudente, mas acertou a bola. Liedson foi com o pé por cima para se defender, mas igualmente com maldade. Eu daria amarelo para os dois. Como arbitragem é interpretação, entendo outras opiniões, até a decisão tomada pelo árbitro Paulo Cesar de Oliveira.

A partir deste lance, o Palmeiras passou a reclamar, Felipão foi expulso, os nervos do time ficaram em frangalhos. Ainda assim o Verdão jogou melhor e foi heróico ao levar a decisão para os pênaltis. Ao final, aplausos para o time. Muito bem.

Até hoje palmeirenses reclamam da escalação de Paulo Cesar de Oliveira e de o jogo ter sido realizado no Pacaembu.

Felipão, que costuma falar coisas mais duras pela metade, quase abriu o jogo na entrevista coletiva após a eliminação. Disse que o jogo não poderia ter sido no Morumbi porque há forças influentes que não permitem. E reclamou da escalação de Paulo Cesar de Oliveira para o clássico, isso porque o “Jornal da Tarde” revelou antes do sorteio, o nome do árbitro que apitaria a semifinal.

Via Twitter, teve jogador do time “parabenizando” a Federação Paulista de Futebol, segunda-feira.

Ter a chance de mudar uma situação mas não fazer e reclamar depois tem um nome: mi mi mi. Se a diretoria do Palmeiras estivesse menos preocupada em não desagradar o “coirmão” e aliado Corinthians, marcaria o jogo para outro lugar. E impediria a presença de Paulo Cesar de Oliveira no sorteio. Não daria chance para o azar, literalmente falando.

Não fez nada disso e viu seus comandados e torcida reclamarem depois. Corre o risco de ver o clube ganhar fama de chorão.



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