Campeão invicto. Mas tem a evoluir



Anos e anos de freguesia pesam. Pesam muito. E pesaram demais na decisão deste domingo entre Vasco e Flamengo.

Na disputa por pênaltis ficou claro o desconforto de Bernardo e Fellipe Bastos ao ajeitarem a bola para a cobrança. Os dois erraram.

E o Flamengo é campeão estadual pela 32 vez, abrindo dois títulos de vantagem com relação ao Fluminense, o segundo maior vencedor de Estaduais no Estado.

Não é o caso de colocar a culpa nos vascaínos que erraram suas cobranças, três ao todo. Durante a maior parte dos 90 minutos, o time da Colina foi ligeiramente melhor, mas não soube definir.

Com o jogo indo para os pênaltis, a calma do Flamengo, que poderia até perder para seguir com chances de ser campeão, prevaleceu.

Além do fator freguesia, já mencionado, que deixa o Flamengo enorme diante do rival em todas as decisões.

Campeão invicto, o Flamengo veste a faixa sem nenhuma ressalva. Finalista dos dois turnos, faturou os dois, sem dar chance aos rivais. Luxemburgo e Ronaldinho Gaúcho conquistam seus primeiros títulos pelo Rubro-Negro.

A festa é linda, só faltou o Maracanã. O Fla reforça sua hegemonia dentro do Estado, seus torcedores estarão com um sorriso e uma felicidade inexplicáveis andando pelas ruas do Brasil nesta segunda-feira.

Mas nunca é demais lembrar. O campeão carioca tem que evoluir. Ronaldinho Gaúcho ainda não jogou o que se imagina.  E esta pode ser até uma boa notícia para o torcedor. Afinal, se ainda ele não jogou tudo o que sabe e o time já foi campeão invicto, é de se esperar um Flamengo muito melhor para o Brasileiro e sequência da Copa do Brasil.

O Fla ainda precisa de jogadores mais efetivos na frente. Para o Estadual, Deivid, Wanderley e Diego Maurício até deram conta do recado. Mas a temporada que vem por aí prevê jogos mais complicados, daqueles que um lance pode definir.

E o Fla terá de ser mais efetivo com seus homens de frente.

Ao Vasco, resta o consolo de ser um time que vem evoluindo desde o começo do ano. Mas ver a freguesia reforçada em mais uma decisão é dor difícil de cessar.



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