Um só culpado: o Corinthians



Desta vez não dá para dizer que o adversário era difícil, que havia altitude, nada. A eliminação do Corinthians da Libertadores tem um culpado: o próprio Corinthians.
A tragédia começou a ser desenhada na última rodada do Brasileiro com a perda da vaga direta na fase de grupos.
Passou pela perda do motor do time, o volante Elias, pela situação física de Ronaldo, mais fora de forma do que nunca, e culminou com um técnico que não conseguiu armar um time para a disputa da competição.
Para completar, nem no Pacaembu nem na Colômbia o Corinthians mostrou espírito de Libertadores.
Aquela vontade de ganhar diferente da vontade de vencer qualquer outra competição.
Um espírito que só quem quer muito ser campeão tem. Por isso, é um torneio tão particular.
Ronaldo é um caso à parte. Ele não é o responsável pela eliminação, como alguns torcedores que exigiram sua saída do clube ao fim do jogo acham.
Ele é parte do processo.
Ele tem um peso (sem trocadilho) no Corinthians que pende para dois lados.
Pelo lado bom, atrai investimentos, decide jogos.
Pelo lado ruim, vira literalmente um peso para o time.
É difícil substituí-lo. Afinal, ele pode decidir o jogo em um lance. Se isso não ocorre (como não vem ocorrendo desde o segundo semestre de 2010), o time afunda com ele junto.
E se tem algo pelo qual o Corinthians não é totalmente culpado é pelo ano corintiano praticamente acabar em janeiro, como disse Ronaldo antes mesmo dos confrontos.
Este disparate é culpa do absurdo calendário brasileiro, que obriga o terceiro melhor time do país em 2010 a disputar uma pré-Libertadores em janeiro e que permite que outros times que terminaram o Brasileirão no meio da tabela tenha duas chances de ir à Libertadores em 2012: uma pela Copa do Brasil e outra pela Sul-Americana.
O Corinthians, agora, só tem uma chance, no Brasileirão, o campeonato mais difícil.
Pune-se o competente, beneficia-se o incompetente.
Mas o Corinthians, por sua vez, mostrou incompetência contra o modestíssimo Tolima. E agora tem de olhar para o futuro, que não será tão azul.
Corintianos podem bater no peito e dizer que não vivem de títulos, mas de Corinthians.
Mas precisamente este ano, e principalmente depois do vexame na Colômbia, um título em 2012 virou obrigação.


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