Quem atura os estaduais?



O futebol brasileiro mostrou segunda-feira uma força que se imaginava impossível há poucos anos ao repatriar uma das marcas mais conhecidas do mundo do esporte, Ronaldinho Gaúcho.

No começo de 2009, quando Ronaldo Fenômeno foi repatriado pelo Corinthians, esta força já tinha se manifestado. Fred, Deco, Adriano, também voltaram ao país e contribuíram para esta sensação.

O “não” de Neymar à proposta milionária do Chelsea foi outro indício positivo de que, com criatividade, podemos fazer frente às propostas do milionário futebol do exterior.

Com Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Neymar, Elano, Conca e Fred, isso para ficar nos nomes mais badalados, a temporada do futebol brasileiro tem tudo para ser sensacional. Sem falar no namoro de Luís Fabiano com o Corinthians, que pode virar casamento.

Mas há um intruso nesta festa que os otimistas podem chamar de retomada da força do futebol brasileiro. E pior é que vai aparecer logo no começo da balada, como aquele convidado indesejado que toca a campainha quando o anfitrião ainda está de toalha enrolada no corpo saindo do banho: os campeonatos estaduais.

É fato: craques do quilate de Ronaldinho, Ronaldo, Fred… não cabem em um campeonato com 16 clubes sendo 12 quase amadores (no caso do Rio de Janeiro) ou 20 clubes sendo pelo menos 10 de baixíssimo nível técnico (como em São Paulo).

Isso para não falar de centros como Minas Gerais ou Rio Grande do Sul, em que apenas os grandes se salvam.

Não só os craques, mas os grandes clubes não cabem mais em um campeonato como este, que tem baixíssima relevância.

A tal rivalidade local, um das últimas bóias de salvação dos defensores dos estaduais, não necessita deste modelo para sobreviver. Ela simplesmente não morrerá.

Mais do que isso, com a valorização de um calendário nacional, outras rivalidades surgirão como já têm surgido, exemplos de Corinthians x Flamengo, Flamengo x Grêmio, São Paulo x Internacional…

Este modelo atual de estaduais não é bom para ninguém. Os grandes ficam no prejuízo, os pequenos nem sequer conseguem o brilhareco de outrora, tamanha adeficiência técnica.

Para que estes campeonatos sigam existindo, a mudança de modelo é mais do que necessária. Pequenos disputando uma fase preliminar e grandes entrando apenas na fase final.

É o máximo que se pode ceder a estes torneios que, se um dia foram importantes, hoje em dia são caricaturas deles mesmos.

Só teremos a sensação que na organização o futebol brasileiro tem se fortalecido quando conseguirmos entender que tradição é importante, mas que não se pode morrer abraçado a ela. Correções de rota são necessárias.



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