Títulos reconhecidos. E daí?



A discussão sobre a unificação dos títulos nacionais é deliciosa pela quantidade de argumentos contra ou a favor e a impossibilidade de se ter uma posição final defendida por todos.

E ela veio à tona com a informação de que a CBF deverá reconhecer como campeões brasileiros todos aqueles que conquistaram títulos de caráter nacional entre 1959 e 1970.

Mas ela também é uma discussão irrelevante, porque o mais importante disso não é o reconhecimento da CBF, mas sim o reconhecimento do que aqueles campeonatos disputados por Pelé, Tostão e mais um monte de monstros sagrados de nosso futebol representam na história.

E quanto a isso, há uma certeza: ninguém de boa fé e amante do futebol duvida do que foi o Santos de Pelé, o Palmeiras de Ademir da Guia, o Fluminense de 1970, etc, etc… E nem da importânca daqueles torneios.

Um estudo de 200 páginas é interessante para que todos aprendam um pouco do que foram estes campeonatos, o modelo de disputa, como a imprensa tratou o assunto na ocasião… mas isso não é exatamente necessário para que a CBF decrete que aqueles times foram legítimos campeões brasileiros como também não é importante que se decrete que foram. Aliás, isso é o menos importante.

Estas conquistas foram mais, muito mais do que uma chancela de uma entidade que conhecemos bem.

Dentre algumas argumentações a favor do que pretende fazer a CBF está o fato de que não era justo que Pelé nunca tivesse sido campeão brasileiro.

Mas diante da carreira de Pelé, qual a importância de ele ter sido campeão brasileiro certificado pela entidade? Nenhuma. O fato é que aquelas eram competições de caráter nacional muito importantes e não precisam da voz da CBF para que sejam.

Dentre algumas argumentações contra está a que o Palmeiras ganhou dois brasileiros em um ano (1967). Para o palmeirense que vibrou com as duas conquistas e que viu o seu time ganhar dois títulos nacionais na era de ouro do Santos é relevante a reclamação dos rivais?

Certamente mais importante do que se é válido ser campeão brasileiro duas vezes no mesmo ano é ter alcançado duas glórias importantes em um ano só.

A discussão se estende até o Brasileiro de 87. Algum flamenguista se acha menos campeão pelo fato de o título não ser reconhecido pela CBF? Na mesma linha, algum são-paulino acha que os títulos mundiais de 92 e 93 não valeram por não ter o reconhecimento da Fifa?

Não é a canetada da CBF ou da Fifa que fará um clube ter menos ou mais glórias. A história é contada por quem faz e não por quem certifica.

Quer seguir na discussão? me encontre no twitter: @etironi



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