Carpegiani no São Paulo: você decide



Não é tão simples analisar a escolha de Carpegiani para o cargo de técnico do São Paulo. A decisão envolve fatores complexos, que passam por aquilo que a diretoria, ou melhor, o presidente do São Paulo imagina para o futuro e passa por uma filosofia que o clube tem de política financeira austera. Que deu certo nos últimos anos.

Por tudo isso, em tópicos digo porque a contratação é boa e porque ela não é. O veredicto final só aparecerá depois que seu trabalho puder ser analisado. Mas enquanto isso, os leitores podem ajudar a decifrar o caso.

Por que Carpegiani é uma decisão acertada

– Porque seque a política financeira austera do clube de não gastar fortuna com salários de técnicos. Tem sentido: nem o mais competente técnico brasileiro vale a fábula que se paga a ele. Mano Menezes, Felipão, Muricy, Adilson Batista… todos são supervalorizados. O cargo de técnico é supervalorizado de modo geral no Brasil, aliás. O futebol ainda é ganho por bons jogadores em campo.

– Porque o momento do técnico é bom. Sua campanha no Atlético Paranaense é surpreendentemente boa. Melhor contratar um técnico que vive um momento bom do que um que tenha história, mas trabalhos recentes ruins, como Luxemburgo, por exemplo. Técnico também tem boas e más fases. Carpegiani vive uma boa fase.

– Porque quem conversa com Carpegiani diz que ele entende muito de futebol. É um treinador corajoso, não tem medo de ousar ou perder o emprego. Portanto, dificilmente vai contra o que pensa apenas por segurança.

Por que Carpegiani é uma decisão errada

– Porque Carpegiani teve dois momentos bons em sua extensa carreira como técnico. O Flamengo em 81 e a Seleção do Paraguai em 98. O primeiro era nada menos do que o time de Zico e cia… difícil imaginar como poderia dar errado. O segundo tinha uma defesa formada por Chilavert, Arce, Rivarola e Gamarra e, assim, ganhou fama na Copa do Mundo da França. Uma defesa dessa não ser vazada é o mínimo que se espera.

Dois momentos bons em uma carreira tão extensa é muito pouco. Ainda mais quando estes momentos estão distantes, o mais recente já tem 12 anos.

– Porque Carpegiani foi um dos primeiros técnicos a ser chamado de “Professor Pardal”. Tem fama de inventar, improvisar jogadores. No São Paulo, que há um ano improvisa nas duas laterais e em outras posições, o técnico terá um prato cheio para inventar. E são invenções que raramente dão certo.

– Porque Carpegiani usou pouco a base do Atlético Paranaense. Alguns jogadores que haviam subido da base no clube voltaram para ela quando ele chegou. E medalhões como Elder Granja e Guerron forma contratados.

Utilizar a base em 2011 é o sonho do presidente do São Paulo Juvenal Juvêncio. E pelo menos a passagem pelo Paraná não idica que isso acontecerá no Morumbi.

Provalmente os leitores deste blog terão mais informações para ajudar a decifrar a contratação de Carpegiani. Portanto, dê seu pitaco.

Twitter: @etironi



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