Fielzão será um desafio



Esta foi a minha coluna publicada na edição de hoje do Diário LANCE!, página 3. Dê seus pitacos.

No ano de seu centenário o Corinthians conquistou uma de suas maiores vitórias: enfim, o clube terá um estádio. Mas além de festa, o corintiano deve se preparar para viabilizar financeiramente a manutenção do Fielzão.

Estudo da Crowe Horwath RCS chamado “Gestão do ativo estádio” e apresentado pouco antes da Copa do Mundo da África do Sul aponta que não é nada simples fazer dar lucro um estádio padrão Fifa com custo médio de construção de R$ 500 milhões e capacidade média de 50 mil lugares (exatamente como será o Fielzão se abrigar a abertura da Copa).

Para isso, o estádio precisa gerar receitas líquidas anua a partir de R$ 10 milhões por até 20 anos.

O primeiro passo para alcançar esta meta é aumentar muito a taxa de ocupação do estádio. A média brasileira atual é de 40%. É necessário 80% ou 90%, patamar europeu. Até mesmo a média de público do Corinthians neste Brasileiro em casa (28.926) é insuficiente.

Não se pode esquecer de um detalhe: se em 15 anos a Obedrecht não recuperar o dinheiro investido na obra, o Corinthians arcará com a dívida.

A atual diretoria corintiana não se preocupa. Acredita que vá faturar alto com o estádio.

Mais do que confiar, será importante muito trabalho duro. As facilidades encontradas até agora pelo clube -como a aprovação para ser palco da Copa de um projeto que ainda ninguém viu- não estarão na mesa quando o Fielzão estiver erguido.

O estádio próprio será muito importante para o Corinthians. Mas há um enorme desafio pela frente.

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