Deixem os paulistas torcerem!



Faltava mais de uma hora para começar Vasco x  Fluminense domingo e a festa que as duas torcidas faziam no Maracanã já tinha valido o ingresso. Linda… papel picado, bandeiras de todos os tamanhos, cantos de amor aos clube e não ódio ao adversário, coreografias, fileiras de bexigas formando as cores dos times… enfim, que festa!

Perto dos 30 minutos do segundo tempo Deco se preparava para entrar em campo. Parado na linha lateral, ele olhou o espetáculo incrível da massa e entrou como que em êxtase. Por uns instantes, admirou o que estava vendo. Esqueceu até de tirar o colete.

Foram mais de 80 mil presentes no último jogo no Maracanã.

E que diferença no Pacaembu, que viu um inspirado Corinthians estraçalhar um morto São Paulo: pouco mais de 28 mil presentes. Nenhuma bandeira com mastro, uma festa opaca.

A torcida do Corinthians é menos animada do que a de Vasco e Fluminense? Claro que não. Mas algumas leis ridículas em vigor em São Paulo tiram o brilho das festas nas arquibancadas.

Impedir bandeiras com mastro porque o objeto pode ser usado como arma pelos torcedores segue a mesma lógica de tirar o armário do quarto para afastar o Ricardão: simplesmente não ataca a causa dos problemas.

O fim de semana foi tenso no Rio, com bandidos invadindo hotel de luxo. Mas no Maracanã o que se viu foi a alegria do carioca, mestre em saber se divertir.

Já em São Paulo o que se viu foi uma festa tímida, muito tímida para a força do futebol paulista e do Estado.

Está na hora de os paulistas voltarem a poder torcer com alegria, como sabem fazer muito bem. Punição para arruaceiros, proteção a quem quer se divertir.

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