Não aposentem Kaká



Esta é a minha coluna publicada nesta quarta-feira na edição do LANCE!, página 3. Dê seus pitacos sobre o assunto.

Ganso jogou muito contra os Estados Unidos. Em 90 minutos, mostrou como fez falta no contido time de Dunga na Copa de 2010. Parecia que a 10 havia sido feita para ele, de tão bem que caiu. Aliás, a Seleção como um todo jogou aquele futebol que o brasileiro estava com muita saudade de ver.

Mas isso não é motivo para decretarem a aposentadoria de alguns dos jogadores que fracassaram na África do Sul. Mais precisamente Kaká. O meia do Real Madrid foi o melhor jogador brasileiro pelo menos nos últimos três anos. Na Copa, chegou torturado por uma contusão e, na medida do possível, foi bem.

Um amistoso sem nenhuma pressão contra os Estados Unidos não pode servir de parâmetro para medir quem serve e quem não serve para a Seleção Brasileira.

Não se pode levar a sério o discurso de Ricardo Teixeira de que é necessário uma renovação total. Por mais que o time de Dunga tenha fracassado na África, há gente naquele grupo que não pode ser descartada.

Tivéssemos ido nesta linha e possivelmente o grupo de 94 não teria sido campeão, com vários remanescentes da fracassada campanha na Itália em 90.

O talento não pode ser medido por um fracasso, mas por aquilo que ele pode realizar.

Kaká sofre com uma contusão no púbis, uma operação no joelho e ninguém sabe o que será de sua carreira daqui para frente.  Mas nem isso é motivo para decretarem sua aposentadoria da Seleção. Lembrem a ressurreição de Ronaldo.

Melhor do que este cartão vermelho precipitado é esperar. Quem sabe Kaká e Ganso juntos seja possível?



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