Seleção não precisa de técnico agora



Abaixo, minha coluna publicada na edição desta quinta-feira22 de junho, no Diário LANCE!, página 3. Leia e dê seu palpite.

A CBF promete até segunda-feira anunciar o nome do novo técnico da Seleção Brasileira. Ricardo Teixeira em entrevista disse que não quer perder tempo porque há a necessidade de uma reformulação total no time que disputará a Copa de 2014.
Deixando de lado o cinismo descarado do presidente, que em nenhum momento assumiu nem parcela de culpa pelo fracasso na África do Sul e nem pelo legado não deixado pelo técnico indicado por ele em 2010, cabe uma pergunta: é realmente necessário que o novo técnico da Seleção seja anunciado neste momento? 
Mais importante do a pressa em anunciar um nome definitivo deve ser a preocupação com o sujeito que vai encarar a empreitada. Qual o seu perfil e de que tipo de profisssionais ele estará cercado em sua comissão técnica. Uma assistência psicológica para um grupo novo e que vai enfrentar uma pressão gigantesca pela conquista, por exemplo, é fundamental.

Os dois últimos fracasssos da Seleção Brasileira em copas mostram que não necessariamente quatro anos de trabalho garantem sucesso. E a última conquista mostra que o trabalho pode ser de curto prazo. Basta ser bom.

O nome do novo treinador poderia sair no fim do ano, sem necessidade de desfalcar no meio do Campeonato Brasileiro nenhum time (caso o escolhido seja Felipão, Mano ou qualquer outro que esteja empregado no momento no Brasil).

Daqui até 2014, a Seleção terá que ganhar efetivamente apenas um campeonato: a Copa do Mundo. Os outros torneios serão preparatórios. Este deveria ser o raciocínio.

Se o nome anunciado for de alguém empregado e trabalhando no Brasil, mais uma vez a CBF indicará que pauta sua agenda apenas para a Seleção, desprezando produtos importantes como os clubes e o Brasileiro.



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