Espanha resgata um futebol dado como morto



“Somos os melhores do planeta jogando futebol.” Foi esta frase que encerrou a transmissão em tempo real da final da Copa do Mundo no site do diário espanhol “Marca”.

Parece um tanto óbvio após uma conquista tão importante.

Mas o torcedor ao redor do mundo e particularmente o brasileiro vem sendo torpedeado há tantos anos pela falsa teoria de que o futebol vistoso não conquista títulos, que a frase deve ser lembrada todosos dias nos próximos quatro anos.

Sempre ressaltando a parte “jogando futebol”.

A final na África do Sul mostrou um time que buscou o jogo, tocou a bola, contra outro que se fechou com maestria, abusou da violência o quanto pode (contando com a colaboração do árbitro) e tentou achar seu gol na base do contra-ataque.

Quase conseguiu.

A beleza no futebol pode ser enxergada sob vários ângulos. Vitórias da estratégia também podem ser lindas, que o diga a Internazionale de José Mourinho.

Mas a Espanha campeã é uma demonstração de que ainda é possível ganhar também de outra maneira, brilhando.  Basta ter talento, organizaçãoe coragem para fazer isso.

A Espanha campeã é uma chama ainda viva de uma maneira de jogar que parte do mundo havia decretado a morte após três duros golpes: as derrotas da Holanda em 74 e 78 e do Brasil em 82.

Na filosofia estes times castigados pela história eram semelhantes: jogavam e encantavam. Que o exemplo da Espanha seja absorvido por quem vai comandar a Seleção Brasileira.

Antes que a gente perca também o título de seleção que joga o futebol bonito.



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