Dunga: de vilão a herói



Esta é a minha coluna publicada no diário LANCE! desta quinta-feira, 24/06. Leia e dê seus pitacos.

Dunga: de herói a vilão

Até a Copa do Mundo começar Dunga era o inimigo público número 1 do Brasil. Aquele que tinha tirado Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Neymar da Copa, aquele que destruiu o jeito alegre do futebol brasileiro.

Aquele que iria conseguir cair fora na primeira fase na África do Sul. O “grosso”, o “mal-educado”, o “burro”.
Pois uma manobra aparentemente involuntária do treinador o trasformou em herói nacional da noite para o dia.

Dunga “peitou” a Globo. Fez lá uma grosseria com o jornalista Alex Escobar na entrevista coletiva, impediu que a emissora fizesse exclusivas com seus jogadores, povocou a reação da emissora e pronto: virou o “corajoso”, o “honesto”, o “brasileiro”, o “cara que ganhou tudo o que disputou”, o sujeito que “ousou barrar a toda-poderosa”.
Não que Dunga tivesse arquitetado isso. Simplesmente agiu como sempre desde que assumiu a Seleção: na base do “somos nós contra todos”.

No embate fantasioso entre a TV Globo e Dunga, o povão ficou do lado do treinador. Só no discurso, claro. Nesta sexta-feira a audiência da Globo será muito maior do que de qualquer outra TV brasileira que transmita a partida contra Portugal.
Mas em tempos de Copa, nervos à flor da pele, todos precisam de “inimigos” para combater. Da mesma fora que Dunga coloca qualquer um que o critique como alguém que está torcendo contra, o povo elege a Globo como rival, seguida pelo restante da imprensa.

Porém, a emissora não será a inimiga eterna do povo brasileiro neste assunto. Dunga retomará o posto de vilão. Basta que ele não traga o hexa.



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