Ser ‘Suíça’ é bom negócio



Na Copa do Mundo com média baixa de gols e muita retranca, ser um time como a Suíça é bom negócio.  Pelo menos é o que indica o Mundial da África do Sul.

Algumas estatísticas comprovam: a primeira é que, nesta Copa, quem faz o primeiro gol não perde. Em 17 jogos não houve nenhuma virada de placar.

Então, se um time consegue se segurar e belisca um golzinho no contra-ataque, tem enorme chance de sair de campo com pelo menos um pontinho.

Em segundo lugar: apenas 37,5% dos times que tiveram mais posse de bola conseguiram vencer seus jogos até agora. Portanto, mais importante do que ter a bola no pé é saber fazer com que ela não entre no seu gol.

A partir daí, a receita é a mesma: um contra-ataque, um golzinho e… meio caminho andado. Com 37% de posse de bola, a Suíça saiu com os três pontos diante da Espanha.

Esta é a minha coluna publicada no diário LANCE! desta qinta-feira (17/06), página 3. Dê seus pitacos

Ser ‘Suíça’ é bom negócio

Mas para ser uma Suíça, algumas coisas são necessárias. A primeira é não ter muita tradição no futebol, para poder ficar na defesa sem vergonha nem receio de ser bombardeado por críticas.

Ou é possível imaginar Brasil, Alemanha ou Argentina jogando como os suíços? Nunca.

Em segundo lugar, é necessário ter muita força defensiva. Senão, o time deixa de ser uma Suíça para se tornar uma Grécia, por exemplo, batida pela Coreia do Sul porque não soube se fechar direito.

A Copa da África do Sul mostrou ao Mundo às vuvuzelas, a Jabulani e outra coisa inesperada: retranca e pouca tradição no futebol nem sempre são ruins.



  • Elton Lima

    Hoje teve virada da Grécia…

  • Cara, desiluda desta copa isso é puro negócio, já está definido o Campeão.
    A FIFA só quer dinheiro, desenvolver os países sede, é pura fantasia.
    Morumbi fora da Copa, veja porque. http://oton.zip.net

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