Quando o Maraca joga contra



A torcida é reflexo do que o time faz em campo. Um gol sofrido logo no começo do jogo e o segundo ainda antes dos 30 minutos mudaram o sentido da pressão no Maracanã. A que deveria ser contra o Universidad do Chile, passou imediatamente sobre o time do Flamengo. Nada mais natural para um Rubro-Negro que fez um primeiro tempo terrível.

A pressão para cima do Fla surgiu de uma armação muito inteligente feita pelo time chileno: um atacante nas costas de Leonardo Moura, outro nas costas de Juan.

Os dois laterais saíram pouco para o jogo e Kleberson (pior do que nas duas últimas partidas) não soube dar ritmo ao time. Resultado: era o time chileno quem marcava a saída de bola do Fla, quando deveria ser o contrário.

Nem deu tempo para a torcida fazer sua parte e o Maraca empurrar. O time já perdia por 2 a 0.

O apagão do Flamengo pode ser explicado em parte pelo atraso do time em chegar ao estádio. Calcula-se que pelo menos 15 minutos de aquecimento tenha sido perdido nisso. A chegada ao Maracanã em jogos de muita torcida é sempre problemática. Involuntariamente, o Maraca jogou contra.

Na mesma medida que a zaga rubro-negra, que já havia falhado perigosamente contra o São Paulo no fim de semana e que ontem foi uma lástima.

Mas o Maraca voltou a jogar a favor quando o Flamengo fez seu gol antes do intervalo. E jogaria mais ainda se na volta o time não levasse o terceiro gol logo no começo. Aí, era como se o Flamengo não estivesse mais no mítico estádio que lhe deu tantas alegrias. A La U ficou à vontade.

O segundo gol reacendeu alguma esperança para a torcida rubro-negra. Mas esta Libertadores mostra que o jogo de ida pode encaminhar muito bem a classificação.  Nesta quarta, quem encaminhou foi a Universidad do Chile.



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