O homem que decide no São Paulo está no gol



O jogador que decide

O Universitário do Peru tina uma proposta claríssima. Não levar gol, na melhor das hipóteses conseguir um a seu favor e na pior levar a partida para os pênaltis. Fechou o time com duas linhas de quatro bem montadas para isso.

Para enfrentar um time nestas condições é necessário que o adversário tenha pelo menos uma dessas qualidades:

1 – ter um time bem treinado, com variações táticas, com jogadas de bola parada ensaiadas, para furar a retranca.

2 – se nada disso funcionar, ter um jogador que decide o jogo em um lance isolado.

O São Paulo não tem nenhuma dessas duas qualidades. Quer dizer, para ser justo, tem um jogador que decide. Mas que joga no gol. Rogério Ceni decidiu a classificação para o São Paulo, algo que nenhum outro jogador nem Ricardo Gomes conseguiram nos 90 minutos de jogo.

O mesmo erro

Ricardo Gomes escalou o time sem Washington e com Dagoberto e Fernandinho na frente. De costas para o gol, Dagoberto foi muito mal. Fernandinho pouco melhor, mas abusou de tentar definir tudo sozinho.

No meio, Rodrigo Souto fez bela partida, Hernanes foi razoável (mas como sempre não tem poder de decisão). Jorge Vagner muito mal de novo. Não se entendeu pela esquerda com Junior Cesar.

O primeiro tempo foi de poucas chances. O São Paulo não conseguia surpreender. Mesmo pelos lados, era previsível. Pelo meio, mais ainda. O time peruano ia cumprindo seu objetivo.

Segundo tempo melhora

Como era previsível, com Washinton em campo no lugar de Jorge Vagner o time melhorou o rendimento no ataque. Ele sim, jogando de costas e não Dagoberto.

A saída de Jorge Vagner, porém, abriu espaços no meio e sobrecarregou Rodrigo Souto, que mesmo assim seguiu dando conta do recado, apesar de o Universitário ter mais liberdade para criar. Mas como o time era muito fraco e queria cozinhar o jogo, pouco fez.

Faltou Time

Justiça seja feita, ontem não faltou raça ao time, que correu, buscou, tentou e perdeu gols. Mas faltou Time, com T maiúsculo. Faltou organização, faltou uma jogada ensaiada de bola parada (todas as tentativas se limitaram a bolas alçadas na área, sem sucesso), faltou buscar saídas para furar a retranca.  Faltou algum recurso tático para mudar o jogo, que Ricardo Gomes não mostrou.

Sobrou a camisa do São Paulo, tricampeão da Libertadores.  Sobrou estrela de Ceni mais uma vez.

A torcida

O púbico foi menor do que o do jogo contra o Once Caldas, mas a torcida apoiou o quanto pode. Mas há um momento em que a torcida (qualquer torcida de time brasileiro) passa do ponto do apoio e vai para a cobrança. Com o futebol jogado pelo São Paulo, a despeito da vontade que demonstrou, era natural que as cobranças começassem. Os jogadores, que saíram reclamando do comportamento do torcedor, deveriam reconhecer que o time deveu em campo.

O futuro

O São Paulo não é um time. Será que será até às quartas-de-final da Libertadores?

Dê o seu pitaco sobre a partida.



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